Capítulo 3

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Capítulo 3 – Linhas Perigosas

"Em algum momento, você tem que tomar uma decisão. Fronteiras não deixam as outras pessoas para fora. Elas cercam você. A vida é uma bagunça. É assim que somos feitos. Então, você pode desperdiçar sua vida desenhando linhas. Ou pode viver sua vida atravessando-as. Mas existem algumas linhas... que são perigosas demais para se atravessar."

O despertador berrava às seis horas da manhã, estridente como sempre. Hope Andrea Cullen resmungou, girando na cama, puxando o edredom sobre a cabeça na tentativa de prolongar o descanso. Estava prestes a voltar a dormir quando sentiu a coberta ser arrancada com brusquidão.

— Ei! — exclamou, irritada.

Rosalie a encarava com os braços cruzados e a expressão rígida, visivelmente impaciente.

Hope Andrea Cullen, levante-se dessa cama agora! — ordenou a mãe com autoridade.

A ruiva esboçou um sorriso encantador, tentando suavizar o momento.

— Mamãe... você está linda hoje.

— Não tente me enganar. Agora vá para o banheiro, tome seu banho, se arrume e desça imediatamente. — E com isso, Rosalie saiu do quarto.

Hope esperou a porta se fechar e murmurou:

— Chata...

Mas se esqueceu do detalhe crucial.

Hope! — a voz da mãe ecoou do corredor. — Não me provoque.

— Droga... esqueci da audição de vampiro — murmurou enquanto corria para o banheiro e trancava a porta.

Após um banho quente, Hope saiu enrolada na toalha, foi até o closet, escolheu uma roupa confortável, e sentou-se diante da penteadeira. Passou uma maquiagem leve, penteou os cabelos ruivos e os deixou soltos. Pronta, desceu as escadas.

Bom dia, família! — exclamou ao chegar na sala, depositando beijos nas bochechas do pai e dos tios.

Alice fez uma careta, tampando levemente os ouvidos.

— Hope, querida... por que gritou?

— Nada demais, tia Alice — respondeu, sorridente, beijando-lhe a bochecha.

Rosalie aproximou-se com um sorriso gentil e a beijou na testa.

— Bom dia, querida.

— Bom dia, mamãe.

— Querida, venha tomar seu café para não se atrasar — disse Esme da cozinha.

Hope sentou-se à bancada e comeu com tranquilidade. Assim que terminou, subiu para escovar os dentes e voltou rapidamente, entrando no carro ao lado de Edward.

Enquanto dirigiam, ela ligou o rádio e começou a cantar entusiasmadamente ao ouvir "Idiota" do cantor brasileiro Jão. Durante um período em que estiveram no Brasil, ela se apaixonara por parte da cultura local, especialmente pela música. Edward ria discretamente diante da animação da sobrinha.

Na escola, os olhares dos estudantes se voltaram para o carro assim que estacionaram. Edward deu a volta e abriu a porta do passageiro para Hope, que desceu com elegância, exibindo um sorriso confiante. Secretamente, ela gostava daquela atenção.

— Podemos entrar agora? — perguntou a ruiva, ao ver Alice empolgada.

— Ainda não, querida. Só mais um pouquinho — respondeu a tia, vidrada em observar os detalhes do ambiente.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora