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Há vinte anos, Lúcifer, o anjo caído, envolveu-se com uma mortal. Dessa união nasceram os gêmeos Hope e Jake: ela, a primeira Tribida da história, fruto de três espécies; ele, o herdeiro do Céu, dotado de luz e força an...
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Não Tenha Medo de Perder Pessoas, Tenha Medo de Perder Quem Você É, Ao Tentar Agradar Todos ao Seu Redor
A lua ainda reinava sobre o céu nebuloso de Forks quando Hope Andrea Cullen cruzava a floresta com vigor, deixando para trás tudo o que a prendia — medos, inseguranças, desilusões. Corria com a leveza de quem, pela primeira vez em muito tempo, sentia-se verdadeiramente livre. O vento tocava sua pele recém-transformada, o chão firme sob seus pés descalços, e o som do mundo parecia, por um breve instante, silenciado. Era a liberdade em sua forma mais crua e honesta.
Jacob Black andava por entre as árvores, absorto em pensamentos desconexos. Isabella Swan rondava sua mente, ainda que seu coração começasse, lentamente, a migrar para outro lugar — ou melhor, para outra pessoa. Ele não percebeu o vulto que se aproximava até ser surpreendido por uma figura que, de súbito, saltou sobre sua cabeça, transformando-se em plena queda. E então, ali, em frente a ele, completamente nua, estava Hope.
— Está doido, Black? — ela ralhou com um tom provocativo. — Eu poderia ter te machucado.
Jacob, paralisado, apenas a encarou. Seus olhos percorreram, involuntariamente, cada traço do corpo da garota, ainda ofegante pela corrida. Hope estalou os dedos diante de seu rosto, trazendo-o de volta à realidade. Envergonhado, ele tirou a camisa e a entregou a ela.
Ela vestiu-se com a peça masculina, o perfume de Jacob ainda impregnado no tecido. Ele, por fim, conseguiu formular a pergunta:
— Como isso aconteceu?
Hope suspirou, desviando o olhar.
— Estou exausta. Preciso dormir. Me leva pra sua casa. Sam sabe que estou por aqui.
Sem questionamentos, Jacob assentiu. Ao chegarem à casa dos Black, Sam e Billy já os aguardavam na varanda. O olhar do patriarca da família era cauteloso, mas respeitoso.
— Boa noite, Hope — saudou Billy. — Como está se sentindo?
— Melhor agora... obrigada, Billy. Sam... — ela se virou para o alfa. — Obrigada por tudo.
— Não há de quê — respondeu Sam. — É melhor descansar. Sua mãe mandou algumas roupas para você. Embry vai te mostrar o quarto.
— Tudo bem dividir com o Jacob? — perguntou Billy, com uma sobrancelha arqueada.
— Por mim, sem problemas. Vamos?
— Claro — respondeu o lobo, caminhando à frente. — Aqui é seu quarto. Se precisar de algo, pode me chamar.
— Obrigada, lobinho — ela disse com um sorriso cansado.
Sozinha, Hope retirou a camisa de Jacob e entrou no banheiro do quarto. O calor da água lhe trouxe algum alívio, mas os pensamentos insistiam em retornar a Edward e Isabella. Suspirou, tentando afastá-los. Concentrou-se, então, no homem misterioso da floresta — aquele cuja presença lhe transmitia segurança. Quem era ele? Por que confiava tanto em alguém que mal conhecia?