Capítulo 38

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Capítulo 38 — "O monstro que espreita dentro de mim

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Capítulo 38 — "O monstro que espreita dentro de mim... agora está livre."

"Quando cruzamos a linha que separa o que somos do que podemos nos tornar, o retorno não existe mais. E eu... eu queimei a ponte."

A morte de Hope havia selado o destino que todos temiam, mas tentavam evitar. O feitiço de proteção que a cercava, ligado à sua vida, fora rompido no instante em que seu coração parou. Foi o suficiente para Lúcifer sentir o chamado. O chamado do sangue, da herança... e da inevitável perdição.

Agora, Lúcifer sabia onde sua filha estava — onde sua Tribida havia despertado — e seu plano finalmente alcançava a perfeição.

Na clareira distante, não muito longe da casa dos Cullen, uma batalha brutal se instaurava. Os demônios de Lúcifer, enviados assim que ele sentira a morte de Hope, chegavam em legiões para reivindicar aquilo que lhes era prometido: a Tribida desperta, completa, poderosa.

Dean, Sam, os Cullen, os Quileutes e até Castiel lutavam ferozmente. O chão estava coberto de sangue, de corpos que desapareciam em cinzas ou fumaça negra, mas os demônios não cessavam.

Enquanto isso, Jack não se afastava do quarto, sentado ao lado da irmã. O medo de que algum inimigo ultrapassasse a barreira de proteção improvisada fazia com que ele mantivesse a mão pronta para reagir. Mas então, os olhos de Hope se abriram, amarelos e vermelhos, como brasa em meio à penumbra.

Jack a encarou, apreensivo:

— O que está acontecendo? — ela perguntou, com a voz rouca.

— Demônios, vieram atrás de você. — respondeu, a voz tensa. — Mas não se preocupe, eu estou aqui.

Hope tentou se levantar, mas cambaleou, quase desabando.

— Hope, você está fraca! Precisa esperar! — advertiu o irmão, segurando-a pelo braço.

Ela o ignorou. Os olhos brilhavam com o poder que pulsava em cada veia, alimentado pela magia recém desperta da Tribida. Com passos decididos, ela atravessou a porta e desceu até o campo de batalha.

Assim que surgiu, a atmosfera mudou. Os demônios sentiram sua presença como um chamado ancestral. A magia dela era um farol, um rugido silencioso que dizia: "Eu despertei."

Sem perder tempo, Hope ergueu uma mão e os primeiros demônios foram incinerados num feitiço brutal. Em segundos, atravessava o campo, eliminando cada inimigo com precisão cruel, deixando magia e sangue no caminho.

Mas a força esvaía-se rapidamente. O despertar da Tribida custava mais do que ela possuía no momento. O corpo não estava pronto. Quando o último demônio caiu, Hope vacilou, o chão debaixo de si girando, o corpo fraco demais para se sustentar.

Dean correu, segurando-a antes que desabasse.

— Hope! Fica comigo. — ele sussurrou, a voz embargada.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora