Capítulo 48

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Capítulo 48 – Ecos da Humanidade

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Capítulo 48 – Ecos da Humanidade

"Às vezes, aquilo que mais tememos sentir é exatamente o que ainda nos mantém vivos."

— Vai ser bom ter você de volta. — comentou ainda com o sorriso.

Hope inclinou levemente a cabeça, o semblante carregado de ironia fria.

— Se estiver se referindo à minha humanidade, é como eu digo para todo mundo, ela nunca vai voltar. — debochou.

— É o que veremos. — disse uma voz. Era Alisson. Rosalie sorriu para a morena, satisfeita com a interrupção.

Hope revirou os olhos, visivelmente incomodada.

— Ah, ótimo, já não bastava uma, tinha que vir a outra. — resmungou. — Saiam da minha cabeça, eu quero acordar desse pesadelo.

Rosalie franziu o cenho, observando-a com atenção.

— Que estranho, você achava que era uma memória. — murmurou Rosalie.

— Tive uns dias difíceis. — resmungou Hope, com desdém defensivo.

— Eu sei, Castiel nos contou. — Rosalie falou, com a voz mais suave.

Hope soltou uma risada curta, sem humor algum.

— Ótimo, não sabia que tinham virado amigos, não é como se alguém da nossa família tivesse ligado há algum tempo. — ironizou, sentindo o gosto amargo da mágoa subir pela garganta.

Rosalie respirou fundo antes de responder.

— Estivemos mais ausentes do que gostaríamos, e sentimos muito por isso, erramos com você. Tivemos motivos, e um deles foi você ter ameaçado nos matar da última vez que vimos você. Mas, mesmo assim, mais uma vez gostaria de me desculpar.

Hope estreitou o olhar.

— Espero que não tenha sido sua grande tacada, porque eu não preciso de desculpas.

Alisson inclinou levemente a cabeça.

— Então por que mencionou isso? — Alisson perguntou.

Hope permaneceu em silêncio. Algo se moveu dentro dela, algo incômodo, inesperado. Aquilo a atingiu mais do que gostaria de admitir.

— Sua humanidade está oscilando, não é, Hope? Ela está tentando voltar. — disse Alisson, aproximando-se com cautela.

Hope deu de ombros e começou a andar.

— Ela deveria parar, e você também.

Alisson manteve o tom calmo.

— Isso não é um pesadelo, nem uma memória, ou um mergulho, se é o que está pensando. — explicou.

Hope arqueou a sobrancelha.

— Então, o que é, além de insuportável? — questionou.

— Projeção astral, um antigo feitiço original da família Carson. — Alisson explicou. — Kai está ancorando o feitiço, então, por mais que seu corpo esteja intangível, estamos, de fato, em uma pequena cidade da Itália, onde tudo começou, e tudo o que está acontecendo é bem real.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora