Capítulo 12

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Capítulo — A Marca da Escuridão

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Capítulo — A Marca da Escuridão

Após o jantar e longas conversas que atravessaram o silêncio tenso da noite, Hope se despediu de seus pais com abraços apertados e palavras brandas. Caminhou até o carro com passos decididos, embora a alma estivesse perturbada. Sentia como se a cada resposta que recebia sobre seu passado, uma nova porta se abrisse para mais perguntas — mais profundidade, mais sombra.

Quando entrou no carro e girou a chave na ignição, o rádio ligou com uma música suave, preenchendo o vazio. Mas o som que realmente a fez saltar de susto não veio dos alto-falantes.

— Olá... — disse uma voz serena, bem ao seu lado.

Hope freou bruscamente, virando o rosto. No banco do passageiro estava Castiel, seu anjo da guarda, com aquele olhar calmo e enigmático de sempre, e um leve sorriso nos lábios.

— Castiel! — ela exclamou, ainda com o coração acelerado. — Quer me matar do coração?

— Desculpe. Não foi minha intenção assustá-la. — respondeu ele, desviando o olhar para a estrada com discrição.

Hope suspirou, massageando as têmporas.

— Tudo bem. Só... não apareça do nada assim, ok?

Ele assentiu sem responder. Um silêncio confortável se instalou por alguns instantes, até que Castiel a observou de relance.

— Você vai nos ajudar?

Ela refletiu por alguns segundos, com os dedos apertando o volante.

— Sim. — respondeu por fim. — E... para onde vamos depois de Forks?

— Ainda não sei ao certo. — disse, evasivo.

Hope o encarou com uma sobrancelha arqueada.

— Os irmãos Winchester ainda estão analisando o próximo caso.

Ela quase freou de novo.

— Espera... o quê?

— Você irá trabalhar com Sam e Dean. — afirmou como se fosse algo óbvio.

— Castiel, você não me disse isso!

— Me desculpe. Mas é isso. — disse, com tranquilidade.

Ela revirou os olhos e estacionou o carro em frente ao prédio onde Scott morava. Saiu do carro acompanhada do anjo, que permanecia em silêncio.

— O que foi? — perguntou Hope, ao notar o olhar fixo dele para a janela do apartamento.

— Algo está errado aqui. — murmurou, segundos antes de desaparecer.

Hope não hesitou. Correu para dentro do edifício, cumprimentando o porteiro com um aceno apressado. Subiu pelo elevador até o quarto andar. Assim que o corredor se abriu à sua frente, seu coração apertou. O cheiro metálico do sangue pairava no ar.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora