Capítulo 31

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Capítulo 31 – O Mal Tem Nome

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Capítulo 31 – O Mal Tem Nome

"Hoje em dia, ninguém acredita no mal. O mal é considerado, no máximo, uma mera negação do bem. O mal, as pessoas dizem, é cometido por aqueles que não sabem o que fazem... que não se desenvolveram, que devem sentir lamentação, não culpa. No entanto, o mal é real! É um fato! Eu acredito no Mal como acredito no Bem. Ele existe! E é poderoso! Perambula pela Terra. O mal tem nome. E é meu pai."

A simples ideia de que, um dia, enfrentaria aquele que lhe deu a vida — o ser mais cruel que já caminhou sobre a Terra — fazia o corpo de Hope estremecer de forma involuntária. Suas mãos tremiam levemente, como se o frio tomasse conta de cada nervo. Dean percebeu o tremor antes mesmo que ela o admitisse. Silenciosamente, tomou a mão dela entre as suas e entrelaçou os dedos. O toque de Dean sempre tinha esse poder. O medo parecia evaporar. A tensão, desaparecer.

Sam se aproximou com um sorriso gentil, e a envolveu em um abraço fraterno.

— Está tudo bem? — ele perguntou em voz baixa.

Hope apenas assentiu. Sua mão, ainda firmemente entrelaçada à de Dean, era sua âncora.

Juntos, os três seguiram em direção à sala principal do Bunker. Bobby estava à frente, com sua habitual expressão mal-humorada. Mas ao ver Hope, um raro sorriso se abriu em seu rosto.

— Hope, minha querida. — disse ele com ternura, abraçando-a com força.

— Oi, tio Bobby. — respondeu ela, tentando se manter firme.

Mas a firmeza que cultivava dentro de si começou a ruir no instante em que seus olhos percorreram a sala.

Ali estavam eles.

Ao lado de Castiel, uma mulher de postura elegante e beleza incomum: alta, morena, de traços marcantes. Seus olhos, tomados por lágrimas, se fixaram imediatamente em Hope. Ao lado da mulher, um rapaz de mesma altura, cabelos loiros e olhos claros. Os traços... eram familiares. E perturbadores. A semelhança era inegável.

Dean, ainda ao lado de Hope, pareceu sentir sua tensão se multiplicar. Soltou sua mão apenas por um momento, foi até a bancada, serviu duas doses e retornou, entregando-lhe um dos copos.

— Hope, esses são Alisson e Jack. Sua mãe biológica. E seu irmão gêmeo. — disse ele, com uma calma irritante.

A calma dele era um contraste cruel à confusão que se formava dentro dela. Ela queria gritar, fugir, desaparecer. Mas conseguiu apenas soltar um:

— Oi...

Foi a única palavra que lhe escapou.

Os olhos da mulher — sua mãe — estavam marejados, cheios de emoção contida. Jack se aproximou lentamente, como se cada passo fosse medido.

— Somos um pouco parecidos... — ele sussurrou, quase sem som.

Hope congelou. Nunca tivera irmãos. Nem primos. Nunca pertencera a nada, a ninguém. E agora, ali estava, frente a frente com alguém que carregava o mesmo sangue. Era estranho. Desconcertante.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora