Capítulo 5 – Desafios que Vestem Rosto de Anjo
"O caso é que algumas garotas acham que podem mudar os caras. E o engraçado é que, se elas realmente os mudassem, ficariam entediadas. Não teriam desafio nenhum. Você deve dar às garotas algum tempo para pensar em uma nova forma de fazer as coisas, é isso. Algumas resolvem isso rapidamente. Algumas mais tarde. Outras nunca."
Hope Andrea Cullen despertou com o estridente grito do despertador. Os olhos ainda pesados resistiram à luz, mas o corpo obedeceu à obrigação. Ela levantou-se, atravessou o quarto silenciosamente e entrou no banheiro. Um banho rápido a despertou completamente. Enrolada na toalha, caminhou até o closet, escolheu uma roupa confortável, fez uma maquiagem discreta, passou perfume e desodorante. Estava pronta.
Ao descer as escadas, encontrou toda a família reunida na cozinha. Seus passos firmes e a postura calma não passaram despercebidos.
— Bom dia — disse, com tranquilidade.
Todos voltaram os olhos para ela.
— O que foi? — perguntou, confusa com a reação dos rostos à sua frente.
Rosalie se aproximou imediatamente.
— Está tudo bem, filha? Você sempre acorda animada — disse com um tom misto de preocupação e carinho.
— Está sim, mãe. Só estou um pouco desanimada hoje — respondeu com um leve sorriso.
Sem mais explicações, sentou-se e tomou seu café da manhã em silêncio. Em seguida, retornou ao quarto.
Lá, acomodou-se em sua poltrona favorita e passou a ler. No entanto, o tempo pareceu parar por um instante. Um pressentimento sombrio percorreu-lhe a pele. O coração acelerou.
Fechou os olhos.
Sua mente foi transportada para uma cena distante: três vampiros alimentavam-se de um homem. Ela reconheceu o rosto da vítima — era dono de um pequeno restaurante, onde já havia comido certa vez. Ele e a esposa sempre haviam sido simpáticos com ela.
— Victoria... James... — murmurou.
Aqueles nomes não eram apenas ameaçadores. Eram profecias.
Algumas horas depois, Hope estava em seu ateliê, pintando, quando uma batida na porta interrompeu sua concentração.
— Entre — disse calmamente, sem desviar o olhar da tela.
Alice entrou no cômodo, a expressão contida.
— Hope? Está tudo bem?
Hope sorriu com sutileza.
— Sim, tia. Onde está o Edy?
— Está seguindo Bella. Está... protegendo-a — respondeu Alice, observando a reação da sobrinha.
Hope não disfarçou a decepção. Revirou os olhos e continuou pintando.
— Eu não confio nela. Ela vai nos causar problemas com os Volturi — disse com firmeza.
Alice se aproximou, séria.
— Hope... ela faz parte da família agora.
A ruiva soltou uma risada irônica.
— Estou apenas dizendo, tia Alice. Não precisa se exaltar — respondeu com sarcasmo. E então, sua expressão tornou-se grave. — Quando algo acontecer com ela, só porque está envolvida com essa família, não venham pedir minha ajuda. Eu não a protegerei.
Alice ficou em silêncio, chocada com a frieza da declaração.
— Hope, ela é a companheira do Edward. Você precisa parar com esse ciúmes bobo. Ele vai acabar se afastando de você.
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O Pesadelo dos Volturs
ParanormalClassificação indicativa: +20 Há vinte anos, Lúcifer, o anjo caído, envolveu-se com uma mortal. Dessa união nasceram os gêmeos Hope e Jake: ela, a primeira Tribida da história, fruto de três espécies; ele, o herdeiro do Céu, dotado de luz e força an...
