CAPÍTULO 11

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SAM

   Juntando toda as formas que tenho, ergo o olhar para encarar o seu belo rosto. No seu pescoço, o pomo de Adão sobe e desce tranquilamente; o queixo quadrado e o maxilar trincado estão sombreados pela barba curta; os lábios dele me fazem lembrar da sensação de beija-los, e só isso é o suficiente para que eu queria tê-los em mim novamente; o nariz empinado e grande dele lhe dá um certo ar agressivo, principalmente quando combinado com o olhar escuro e as sombrancelhas grossas. O cabelo preto com alguns fios brancos completam esse conjunto inteiramente másculo e maduro.

     Eu quero muito toca-lo, mas ainda não criei coragem para isso. E o seu pau enorme a centímetros do meu alcance está sendo uma tentação agonizante.

    — você parece está um pouco assustado, loirinho. Está com medo? — senhor Theodoro ergue aquela mão grande e toca meus cachos loiros, sem desviar os olhos dos meus.

    — E-estou... — minha voz sua um pouco trêmula.

     — Não tenha medo de mim. — ele diz, embora seja difícil me concentrar nas suas palavras quando estou ciente de onde estou sentado, com seu corpo gigante sob mim. Ele praticamente me come com os olhos, e no seu olhar há uma promessa do que vai acontecer logo logo, me fazendo praticamente derreter contra ele.

     — Sabe porque te tirei daquele quarto e o trouxe para cá? — a sua voz faz um arrepio subir pelo meu pescoço. Mesmo quando está falando tranquilamente, é como se fosse uma ordem, o rugido de um alfa que me faz querer ficar de joelhos para ele.

    — N-não... — Balanço a cabeça para os lados.

    — Essa é a sua primeira vez. — Théo explica, movendo a mão que brinca com meus cachos para segurar o meu queixo. Ele toca o meus lábios com o polegar, traçando o contorno deles, e eu preciso me segurar para não chupa-lo. Quero dizer alguma coisa para ele, mas não consigo controlar minha língua.

     — Eu não sou muito fã de sexo baunilha, mas serei bem convencional dessa vez. — observo em câmera lenta aqueles lábios se aproximarem de mim. Não faço ideia se estou respirando ou não, se estou raciocinando ou não, tudo o que consigo sentir é as coxas grossas contra a minha bunda e a sua mão segurando meu queixo.

    Primeiro ele enterra o rosto no meu pescoço, chupando a minha pele sensível e arranhado-a com as suas presas e a barba áspera. isso me deixa praticamente louco, me fazendo inclinar a cabeça para trás e expor toda minha garganta para ele.

     Théo move sua atenção para a minha orelha, capturando o nódulo entre seu dentes e me fazendo gemer alto. Suas mãos agarram a minha cintura com força e eu tenho ciência do seu pau pressionado contra o meu estômago, mas tudo em que consigo pensar agora é na sua boca em mim. Ele desce um pouco os lábios e mordisca o meu queixo, para por fim capturar minha boca num beijo agressivo.

    Sua língua preenche minha boca em estocadas profundas e vorazes, me deixando sem ar em poucos segundos. A nossa saliva se mistura e eu sinto o seu gosto delicioso contra a minha própria língua, mas não é o suficiente, eu quero muito mais, e quando ele desgruda os lábios dos meus, eu fico meio que desesperado.

     — Calma, loirinho. Temos a noite toda. —  ele diz, e até isso parece uma ordem afiada vindo dele. Eu gemo baixinho e concordo com a cabeça, tendo a vaga sensação de que ele está tirando a minha camisa e puxando-a por cima da minha cabeça.

    Não consigo pensar ou ver mais nada a não ser ele. Quero ser dele. Quero que minha primeira vez seja dele. Quero tanto esse homem que dói.

     Théo analisa o meu peito com aquele olhar que me deixa nervoso e excitado ao mesmo tempo. Tenho vontade de tentar me cobrir, com vergonha do meu corpo. Sou magrelo e pálido demais, mas ele me olha como se visse algo extraordinário.

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