CAPÍTULO 20

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SAM


    Eu até tinha me esquecido de que tenho um emprego. Isso sequer passou pela minha cabeça, quanto mais que agora eu estou transando o meu chefe. O fucking do meu chefe, que por sinal, é um CEO mafioso e italiano de praticamente quarenta anos e que é o homem mais bonito que existe nesse mundo.

    Como eu pude esquecer de tanta coisa assim do nada? Bom, talvez ter um macho alfa me fodendo a cada cinco minutos tenha acabado com a minha sanidade e me feito perder a capacidade de lembrar de coisas óbvias (além da capacidade de caminhar como uma pessoa normal).

    Agora estou carregando os papéis para lá e para cá no enorme prédio da empresa. Estou vestindo uma calça cargo e uma camisa de botões e mangas curtas escura, o que (lembrando do que a moça da loja disse dias atrás) destaca meus olhos e meu cabelo.

     Enquanto estou voltando para a sala de Theodoro com as pastas vazias, encosto-me na parede e solto um gemido baixinho, esfregando minhas pernas uma na outra. Antes de sairmos para o trabalho, Théo colocou uma espécie de vibrador em mim, e esse negócio estimula a minha próstata a cada passo que dou, me deixando praticamente maluco.

     Solto um suspiro longo e começo a caminhar em direção ao escritório de Theodoro, mesmo que meus pés estejam formigando e esse maldito negócio esteja me matando. Abro a porta e entro em paços incertos, fazendo aquele homem lindo e musculoso olhar na minha direção.

     Eu meio que tenho um déjà vu enquanto estou caminhando até a mesa, porque sei exatamente o que vai acontecer quando ele pega o celular em cima da mesa e o liga, fazendo o negócio dentro de mim começar a vibrar e massagear a minha próstata com intensidade no segundo seguinte.

     As minhas pernas falham e não aguentam a pressão, me fazendo desabar e cair de joelhos, soltando grunhidos baixinhos e esfregando as pernas. O meu pau está tão duro que está doendo um pouco.

     — S-senhor...— Choramingo, erguendo o rosto para encara-lo. A minha visão está um pouco turva, mas consigo ver o seu rosto lindo. A expressão está dura como sempre, e ele está claramente se divertindo com a situação.

    —  Levante, coelhinho. — Ele ordena, diminuindo a intensidade do vibrador, que agora está quase totalmente parado. Ainda sentindo as minhas pernas formigarem sem parar, consigo me pôr de pé.

     — senta aqui. — Ele continua, dando batidinhas na sua coxa, que é da grossura da grossura de um tronco de uma árvore, praticamente. Hoje Theodoro veste um terno sob medida cinza claro, e a camisa branca está com os três primeiros botões abertos, deixando a mostra um pouco do seu peitoral e aqueles pelinhos de lá.

     Eu engulo em seco e vou até lá, sentando no seu colo de costas para ele, de modo com que minhas costas encaixem no seu peitoral largo. Ele envolve a minha cintura com os seus braços enormes e me ajeita no seu colo, fazendo questão de esfregar a sua mala nada discreta em mim.

     Faz quatro dias desde aquela noite em que fui algemado na sua cama, e nós fizemos tanto sexo que estou surpreso por ainda caminhar, não que eu tenha alguma objeção contra isso. Cada uma das vezes em que esse macho bruto fode comigo é surpreendente melhor que a interior, e ele tem um fogo tão grande que é impossível deixá-lo saciado.

     Minhas bochechas ardem sem parar só de pensar em tudo que fizemos nos últimos dias. E eu não consigo evitar virar o rosto para o lado e encostar a bochecha no seu peitoral, apenas para sentir o seu cheiro.

     Ah! Theodoro também me fez escolher uma "palavra de segurança", para usar caso um dia não quisesse mais o que nós temos, ou achasse que ele está dando-me mais do que eu posso aguentar. Caso a palavra ou frase seja dita, tudo entre nós seria rompido de forma permanente, e nossas vidas voltariam ao que era antes de começarmos com isso. E como essa palavra de segurança só poderia ser dita em casos extremos, deveria ser algo bem diferente, que eu não falo normalmente.

      A primeira que surgiu na minha mente foi "torta de framboesa", e não faço ideia do porquê. Theodoro gargalhou alto quando escutou isso, e o som bonito e rouco ainda reverbera na minha mente.

     — quero te levar a um lugar amanhã. — Ele murmura no meu ouvido, empurrando a cadeira um pouco mais para perto da mesa. Uma das suas mãos deslizam para dentro da minha camisa e exploram todo o meu abdômen, subindo até os meus mamilos para acaricia-los, isso me faz arfar baixinho e rebolar no seu colo, fazendo o maldito vibrador estimular minha próstata, e então eu dou um gritinho de surpresa nada masculino.

     Theodoro usa a mão livre para digitar rapidamente no computador, checando e conferindo documentos da sua empresa, enquanto encaixa o rosto no meu ombro, de modo com que a barba áspera faça cócegas no meu pescoço.

     — P-para onde vamos, senhor Theodoro? — Gaguejo, sentindo-o apertar os meus mamilos. O cheiro que emana dele me deixa completamente bêbado, é algo diferente de tudo que já senti. Uma mistura do cheiro de macho, um aroma amadeirado, feromônios e pura testosterona, que parece exalar de casa um dos seus poros.

     — Um club. — Ele diz de forma vaga, sem parar de digitar no computador e de me tocar por debaixo da camisa. Eu confirmo levemente com a cabeça e olho para o seu rosto, analisando-o com calma. A expressão é dura como sempre, com os olhos escuros semicerrados e as sobrancelhas levemente franzidas. Os lábios cheios são emoldurados pela barba bonita, e o seu nariz é ainda maior e empinado quando visto de lado.

     Ele não usa gel ou qualquer outra coisa no cabelo, mas cada fio de cabelo permanece no lugar. Sem sequer perceber, ergo a mão e toco o seu rosto, sentindo a pele quente da sua bochecha na minha palma, e o seu cabelo macio com as pontas dos meus dedos.

     O toque surpreende Theodoro, que vira o rosto para a direita e me encara frente a frente, com nossos narizes quase se tocando. Eu deixo minha mão exatamente onde está, acariciando o seu cabelo preto salpicado de fios brancos.

     — O que foi, coelhinho? — Ele sussurra, o movimento do seu maxilar enquanto ele fala faz a barba áspera fazer cócegas na palma da minha mão.

     — V-você é lindo. — Gaguejo, sem conseguir desviar os olhos, apesar da intensidade do seu olhar. Esse cabelo um pouco grisalho deixa ele tão sexy que eu não consigo pensar direito.

     — me mostre a sua língua, coelhinho. — Ele ordena, depois de me observa por um longo tempo. Eu engulo em seco, sentindo aquele calor prazeroso subir pela minha coluna.

     Fecho os olhos e faço o que ele mandou, colocando a língua para fora. Consigo sentir-lo se aproximando, e o seu hálito mentolado bater no meu rosto.

     Quanto Theo agarra a minha língua e a chupa com força, envolvendo-a com a sua, eu não consigo evitar o gemido alto que escapa do fundo da minha garganta. Eu envolvo o seu pescoço com os braços, em busca de mais contato, precisando mudar de posição e sentar de lado em cima das suas coxas.

     A forma como ele me beija é completamente arrebatadora e viciante. Ele faz isso com a mesma força bruta que usa quando estamos na cama, movendo os lábios com força e explorando cada centímetro da minha boca com a sua língua habilidosa e molhada.

     Quando nos separamos, eu solto um suspiro longo e encosto o meu rosto no seu peitoral, ainda completamente extasiado e tremendo sem parar.

     — Leve esses papéis até a minha secretária, coelhinho. — Ele manda, dando um tapinha na minha bunda.

     — C-certo. Senhor.

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