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Para Jimin, amar e sofrer são sinônimos. Em algum momento, por algum motivo, aqueles que amamos nos deixam feridos. Mas, quando ele está com Jungkook, sente que ser feliz é possível.
Jungkook nunca se sentiu assim: confuso, feliz, calmo e ag...
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Jimin
A praia estava linda!
Pequenas lanternas, na passarela que separava os resorts da areia, enfeitavam o caminho para o evento. Pessoas sorrindo por todos os lados. Casais felizes e famílias brincando pela área.
Encontramos com Hana, uma das meninas que o Hoseok conheceu pela manhã. Ela cumprimentou a todos, mas permaneceu ao lado do Jungkook, que não parecia prestar atenção.
"Ela só está sendo simpática."
Pensei. Não me considerava uma pessoa ciumenta, tive outros relacionamentos antes desse e nunca me importei com esse tipo de coisa. Mas me preocupava que algum dia ele escolhesse outra pessoa, e isso me fazia agir de forma um pouco irracional.
Encontramos os outros dois membros do trio que Hana fazia parte. A outra moça — Min-suk — estava bebendo um coquetel, que, a julgar por quão risonha ela estava, não deveria ser o primeiro. O rapaz, ao seu lado, parecia preocupado com a interação entre ela e o bartender. Sentamos juntos, nos tornando um grande grupo, e começamos a conversar. A companhia era agradável, o ambiente aconchegante e a bebida estava ótima.
Meu celular tocou, enquanto Ha-jun contava uma piada, desviando a minha atenção. Peguei o celular e vi o número do Yeonjun.
"O que será que aconteceu?"
— Licença, mas eu tenho que atender. — levantei, mostrando o celular, encarei o Jungkook. — Já volto.
Espero que ele fique bem e não se sinta desconfortável com os estranhos.
Me afastei alguns metros, tentando fugir do barulho e retornei a ligação do meu primo — o celular parou de tocar antes que encontrasse um local onde pudesse ouvi-lo.
— Yeonjun, está tudo bem? — perguntei, assim que ele disse alô.
[Sim, está tudo ótimo. Eu liguei para convidá-lo para o meu jantar de noivado.]
Ele respondeu.
"Mas o jantar entre as famílias já aconteceu..."
— Mas nossas famílias já comemoraram, não? — questionei o meu primo.
[Bom, sim. O seu pai insistiu para que fizéssemos uma grande festa. Eu adoraria tê-lo aqui, primo.]
Yeonjun era uma das poucas pessoas da minha família que não me julgaram ou mudaram a forma de me tratar quando assumi a minha sexualidade. Ainda que não possuíssemos laços sanguíneos, realmente nos consideramos primos.
— Hayun, que vai organizar? — perguntei.
[Com a ajuda da tia da Jihyo.]
— Quando será? Onde?
[Seu pai quer algo realmente grande, ele está animado e parece ter negócios com a família Kang, então vai demorar um pouco para organizar. Pensamos em julho, o que é ótimo, porque você deve estar de férias. Será em Busan, na mansão Park.]