CAPÍTULO 4

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Ajeito minhas roupas em meu corpo e vou para perto da minha mãe que está sentada a frente do doutor, ele está fazendo suspense, provavelmente para zoar com ela.

Assim como eu, ele deve estar cansado de ver a minha vagina e enfiar aquele estúpido bico de Pato, para no final ter a mesma resposta desde o primeiro mês após a minha menarca.

— Intacto como das últimas mil vezes. — Ele diz com o sorriso no rosto.

— Fico grata em ouvir isso. — ele assente. — Vamos? — questiona para mim.

Descruzo os braços e ando atrás dela. Elas faz o pagamento e finalmente vamos embora.

— Feliz?

— Muito. Continue assim, querida. — reviro os olhos. — tudo vai valer a pena no final.

— Só se for para você.

— Por acaso você pretende transar com algum cara? — ela vira o rosto apra mim.

— Não, mãe. Nós não vamos fazer isso, deixe a minha vida sexual por minha conta, é menos desconfortável e melhor para mim.

— Hm. — única coisa que ela "diz", soltando um suspiro em seguida.

Eu já pensei sobre isso, mas nunca dei muita trela. Mas ela fica me pressionando a não fazer como se por acaso tivesse o desejo de fazer isso, ou demosntrasse.

Embora que no período fértil eu pareça uma cadeia no cio.

Mas isso não vem ao caso, de momento.

[...]

—  Aqui está, só tenho metade por agora assim que tiver o resto eu te dou. —  Preciso dizer quem está falando ou vocês já sabem?

— Isso é o suficiente. — recebo as vinte pratas de sua mão. — Não precisa dar o resto.

— Tem certeza?

— Absoluta. — Volto a andar.

Eu tenho certeza que é apenas para manter contacto comigo. Se ele pensa que vai conseguir, está errado. Totalmente.

Todo mundo que estuda aqui tem boas condições financeiras e não são quase quarenta dólares que ele vai ter dificuldade em entregar. Tudo parte de um plano.

— Tem como ser menos fria?

—  Está 18 graus lá fora. — ele ri. —  talvez no verão, eu seja.

— Tem algum motivo para você ser assim? — da uma pausa. —  fria e apática?

— Então me acha fria e apática? — paro de andar e olho para ele.

James coça a nuca e depois passa a mão em seus cabelos castanhos.

— É isso que você mostra. — Toca em sua gravata e balança para frente e para trás.

— É o que eu quero mostrar. —volto a andar.

—  Eu tenho certeza que tem algo melhor por de trás dessa sua cara trancada. Talvez eu tenha a chave... —  nego com a cabeça, ele está me comparando com uma porta ou um cadeado?

— Olha... eu não sei o que está tentando fazer, mas eu aconselho que vá atrás de outra garota. Tem várias olhando para você, escolha uma delas e me deixe em paz.— sibilo. — e se pretende insistir até eu ceder, sugiro que desista... não gostaria de me ver fora do limite.

— Então você ainda está dentro do limite? —  bufo irritada. — Olha, acontece que eu não quero elas, eu quero você!

Franzi o cenho e Mexi a boca sem conseguir falar coisa alguma, James se manteve a minha frente a espera de alguma reação minha.

— Que pena, sinto muito. — não faço questão de demonstrar sentimentos na minha voz.

Está definido: Eu Odeio Homens.

Específicamente: James.

Ele é bonito, não posso negar. Ele tem os cabelos castanhos e encaracolados, ele é alto alguns centímetros a mais que eu. Eu tenho 1.68 e ele deve ter 1.78por aí ou mais.

Balanço a cabeça e passo a mão nos meus cabelos, hoje decidi solta-los e coloquei uma tiara azul escura da cor da saia e da gravata.

As aulas se passaram como sempre, James tentou trocar algumas palavras comigo mas, ao perceber que não irei mudar desistiu. - pelo menos é o que eu acho-.

Um carro preto fazendo um barulho familiar, aproxima-se chamando a atenção de todo mundo e para a frente da escola.

— Vai ficar me encarando feito um cão ou quer que eu abra a porta para você? — dou um curto sorriso ao ouvir Dean.

— Faria isso por mim?

— Não. Entra logo. — balanço a cabeça e ele me chama com a mão.

— Bom dia.

— Está de tarde, não sei se consegue ver.

—  Eu sou cega, esqueceu? —  ele olha para mim, estou cobrindo meus ouvidos.

—  Cega no ouvido e surda no olho?

— É! — ele se ri balançando a cabeça em negação. — o que deve a minha busca por você na escola?

—  Para voltarmos a passar mais tempo juntos, você disse que sente falta.

— Nunca disse isso.

— Disse sim, então não sente minha falta? — põe a mão no peito ele sabe que eu não admito meus sentimentos.

—  Eu sinto sim... —  olho para ele, Dean toca em minha bochecha e acaricia-a.

— Sabe para onde vamos?

— Como poderia saber? — ele ri.

Quando entramos em uma estrada com poucos carros, Dean acelera fazendo o barulho ecoar por toda rua. Ele ultrapassa os carros em alta velocidade, eu até fiquei com medo de ele bater.

Mas ele é o Dean.

Paramos a frente de uma lanchonete, aquela em que ele me levou a primeira vez que nos conhecemos. Lembro de ele ter tentado puxar conversa, eu não co segui a falar nada livremente.

— Você sabe que agora eu não posso, Dean. —  relembro-o triste.

—  Ninguém precisa saber. — destranca o carro. — Vai ficar aí? — saio do carro e vou atrás dele.

(...)

A comida já chegou, estamos os dois sem falar, tenho muita coisa para falar simplesmente não sai.

— Bom... a sua mãe ainda pensa na coisa do casamento?

— Eu não sei, ela só me leva ao ginecologista mensalmente... Ela está presa no século XVIII, onde se fazia casamentos arranjados e as mulheres era vistas como máquinas de fazer bebé e bordar nos tempo livres. — puxo ar. —  Eu não quero isso.

— Você já tentou dizer isso a ela?

O olho com cara de tédio é depois nego com a cabeça.

— Claro, Dean. Isso é óbvio. — mordisco meu hambúrguer, já estava ficando frio é primeiro mordida faz quase dez minutos que ele está a minha frente. Dean já está na metade do segundo. —  Te dou cem dólares se conseguir convencê-la.

— Cem dólares para convencer Mila Windsor a mudar de opinião? Estou sendo muito amigável. Dez mil dólares e tudo certo.

—  Acho que irei me casar mesmo. —  brinco fazendo-o rir, acabo rindo também.

— Farei os possíveis, nem que tenha de morrer para isso.

— Ai, não exagere. Se for para eu não me casar e você morrer, prefiro que eu me case com você vivo.

— Farei os possíveis para sobreviver.

—  Não morra, é uma ordem. — Firmo minha voz.

— Sim, senhora Windsor.

Suposto Coração De GeloHistórias para pegar e não largar. Descubra agora