CAPÍTULO 20

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Maratona 3/6

Anisha Windsor

Mandei uma mensagem aos meus pais avisando que iria para casa, paciência se eles verão ou não.

James abriu a porta para mim e eu entrei em seu carro sem contestar, eu não deveria estar confiando nele pelo simples fato de ele também ser da Máfia, mas é a minha única opção confortável no momento.

— Você quer falar?

— Não.

— Eu posso... te tocar? — pergunta receoso, ele sabe da minha resposta.

— Não.

Ele não obedece, James pega minha mão.

— Eu disse...  — ele leva até sua boca e deixa um beijo nela, mais outro e mais outro.

Com uma mão no volante e com os olhos centrados na estrada.

— Eu me importo com você, eu realmente faço. Você pode confiar em mim.

— Não, eu não posso. — tiro minha mão da sua. — poderia me levar para casa? Por favor?

— Onde quiser.

Dou o endereço da minha casa, isso é perigoso. Eu não deveria estar a fazer isto, poucos sabem onde vivo por segurança, sempre usamos a sede para almoços ou reuniões.

A gente não troca mais palavras senão indicações minhas, até o carro parar a frente da minha casa, pela janela de vidros escuros consigo notar uma inquietação nos seguranças.

— Obrigada, James. — saio do carro sem deixa-lo responder, caminho até à porta e o segurança abre o portão, após esconder a arma e me deixa entrar.

Adentro na gigante casa e vou diretamente para o meu quarto, retiro minhas roupas enquanto a banheira enchia, depois de cheia entro nela sinto meus mamilos ficarem mais salientes depois de sentir a água.

Sem a minha permissões lágrimas começam a escorrer silenciosamente em  meu rosto.

Suas palavras realmente doeram e elas insistem em se repetir na minha mente, elas doeram. Eu sei que ele não estava em seu estado normal e que provavelmente amanhã ou quando a ficha caísse ele viria atrás de mim pedindo desculpa.

O interfone daqui do banheiro tocou. Estico minha mão até alcança-lo e atendo.

— Sim?

— Patroa o dono do carro que deixou a senhora está pedindo, insistentemente para entrar. — Diz a voz do segurança — Devo permitir?

Nem eu sei, quero ficar sozinha, mas sozinha penso demais. Não quero pensar hoje, ou agora, eu preciso descansar.

— Patroa?

— Deixa, deixa entrar. — ouço ele abrir o portão e desligo o celular.

Minutos depois ouço baterem a porta.

— Entre.

— Menina Windsor, tem um homem querendo entrar aqui ele diz que você permitiu... — Penny avisa.

— Eu permiti sim.

— Está bem.

— Penny?

— Sim?

— Não diga a ninguém que ele entrou aqui, avise a todo mundo. Quero sigilo total. Sem rumores e fofocas, estamos entendidas? — questiono sem olhar para ela.

— Sim, senhora.

A porta é fechada, mas não demora para ser aberta novamente.

— Quanto protocolo para te ver.

Suposto Coração De GeloHistórias para pegar e não largar. Descubra agora