CAPÍTULO 40

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Pego adagas duplas e observo suas lâminas. Afio uma na outra e olho para Dean ele já estava com suas roupas de treino tal como eu.

— Pode tentar não me matar? Não gosto de treinar você chateada comigo.

— Hm... não me treine, vamos lutar, o primeiro a sangrar perde.

— Se eu ganhar ganho o quê?

— Meu perdão talvez?

— Você se acha importante demais né? — ele olha para sua espada e depois para mim, dou de ombros.

— Talvez.

Me coloco em posição de ataque e ele também.

— Então vamos a isso.

Choco minhas adagas e vou até Dean, o barulhos das lâminas se chocando repercute pelo salão todo.
Faço força contra seu braço e ele me empurra com o seu, dessa vez ele que ataca.

Defendo todas as vezes, ataco com a minha mão esquerda e ele defende tirando a adaga da minha mão e jogando para longe, e move sua cabeça com sorriso convencido. O empurro me afastando e eu ataco dando um pulo até Dean mas ele desvia e eu caio no chão dando uma cambalhota.

Me levanto e tento tocar em seu braço, vejo a faísca sair entre o choque das armas e isso só me impulsiona a continuar. Tento dar uma rasteira mas ele consegue desviar, odeio que ele saiba os meus próximos passos. Olho por cima da minha arma e volto a atacar, Dean bate com sua espada na minha adaga fazendo com que ela caia e  consequentemente me corta no braço.

— Estou perdoado? — Tiro os fios que caíram caíram minha testa. — Ok. — ele joga o objeto ao chão e me olha sorrindo.

Estralo meus dedos e olho para seu abdómen, avanço e dou um soco em seu braço ele protege o rosto com os mesmo e aproveito o espaço para atingir o centro de sua barriga, ele geme e afasta. Me chama com a dedos  uma grande provocação, nego com cabeça. Vou até ele e soco seu rosto, na segunda vez  ele segura meu punho e aperta levando-o para minhas costas.

As lembranças do passado atingiram com força.

Por impulso passei minha perna por detrás da dele e fiz força com o meu ombro e braço para frente deixando Dean cair e ele me puxa junto, me fazendo cair em cima dele, consequentemente.

Aproveito a oportunidade e aperto seu pescoço com o braço. Ele ri ofegante e eu mantenho minha expressão dura, ele cessa seu sorriso e troca as posições com uma facilidade, me enforcando com o braço também.

Abro a boca respirando ofegante e sua expressão vai suavizando, seu olhar desce nos meus lábios e fechei-os na hora.

— A gente termina por aqui. — o empurro para sair de cima de mim

— Any. — Não respondo e saio, pego minha arma no caminho.

Deixo as adagas na sala de armas e vou pro balneário, apoio minha testa na parede e solto um suspiro, retiro a gase que até então estava enrolada em minha mão.

Tranco a porta e tomo um banho colocando a roupa que vim. Saio de lá e vou para sala de operações ter com Bruce, ele normalmente trata de achar a localização das pessoas, dos nossos procurados.

— Bruce. — o chamo e ele já me olha sorrindo.

— Fala Patroa. — segura minha mão e baixa a cabeça.

— Acha para mim esses seres? — ergo meu celular.

— Manda as fotos que essa é fácil. —  queria dizer que eles não são seres normais, mas não quis estragar sua vibração, então mando as fotos para ele.

Suposto Coração De GeloHistórias para pegar e não largar. Descubra agora