CAPÍTULO 16

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Pedi para James ligar para Dean e ele vir me buscar, meu  celular estava na minha mochila que estava na sala.

— Pode pegar minha mochila? Está na sala de química. Amanhã você me entrega.

— Eu posso. — assinto e vou até a secretaria só consigo sair se tiver o papel assinado pela moça que trabalha lá.

Invento uma desculpa convincente e ela me entrega o papel assinado me desejando melhoras. Mostro o papel para o segurança e o mesmo libera minha saída.

Dean já estava a minha espera, dou a volta ao carro e entro no lado do passageiro.

— Tudo bem? — assinto. — Cadê sua bolsa?

— Lá dentro.

— Porque não pega?

— Irei pegar amanhã — escondo minhas mãos embaixo das minhas pernas.

— De quem é o Blazer? — engulo seco, é claro que ele viu, essa roupa parece um vestido em mim só deixa as bordas da saia um pouco a mostra

— Porque está com o casaco dele? — ele liga o carro e depois olha para mim. — O que aconteceu, Anisha.

Respiro fundo, não quero falar sobre isso. Não quero lembrar sobre isso...

— Anny. — Ele toca no meu pulso mas eu o puxo rapidamente, travo a mandíbula quando Dean segura meu queixo e ergue até eu olhar no seu rosto. — Porque estava chorando? O que está escondendo de mim.

— Dean...

— O que foi? — ele olha perdido em meus olhos a procura de uma resposta.

— Ele tentou de novo. — sussurro e vejo sua expressão mudar na hora, se não o segurasse tenho certeza que ele iria acabar com Levi na hora.

— Me deixe ir, Anisha!

— Não! — ele me olha confuso. — E-eu já fiz isso. — mostro minhas mãos avermelhadas.

— Droga. — Murmura ele abre o blazer e vê minha camisa antes branca agora, branca com respingos de sangue. — matou ele?

— Não.

— Alguém viu?

— Não... ele não vai dizer a ninguém é humilhação demais para ele. — Dean puxo meu corpo contra o seu e me abraça consigo ouvir seu coração acelerado contra meu peito. — Eu consegui, eu já não sou fraca.

— Cala a boca, você nunca foi fraca. Você sempre foi forte. — ele me aperta no abraço e me soltou, ele vê minhas mãos. — Mila vai me matar.

Assinto e ele ri negando.

— Minha pequena já se mete em sarilhos, acho que ensinei bem. — sorrio e se ajeita para começar a dirigir.

— Ensinou perfeitamente.

— A gente vai ter mais um jantar daqueles, onde nossa presença é importante. Eles estão de volta, chegaram hoje mesmo.

— Aonde vai agora?

— Empresa.

— Posso ficar lá?

— Fazendo nada? — assinto. — pode, seus pais não estão lá. Pelo menos não estavam quando eu saí, vai continuar usando o blazer e evitar mostrar as mãos.

— Ok.

Fico brincando com os meus dedos, de vez em quando a gente trocava palavras até chegarmos a empresa.

Automaticamente meus pensamentos vão em James, eu não sei porque eu fiz aquilo, mas eu fiz...

Em alguém sem ser por acidente ou forçada e se sim porque eu queria! Mordo meu lábio inferior reprimindo um sorriso e ainda sentindo seus lábios contra os meus.

Suposto Coração De GeloHistórias para pegar e não largar. Descubra agora