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[There's nothing like us
There's nothing like you and me
Together through the storm
There's nothing like us.]
{point of view; jake}
Eu me sentia a beira de um colapso nervoso, o turbilhão de sentimentos acumulados parecia borbulhar no meu peito apenas por estar no mesmo cômodo que ela.
Seus olhos faiscavam sobre mim e seu peito inflava rapidamente por conta da respiração descompensada, havia um milhão de pensamentos desconexos passando pela minha cabeça, embaralhando as palavras que eu tanto planejei dizer.
— É.. D-Desculpem-me invadir assim, tentei fazer uma surpresa e acabei não levando em consideração nossos últimos cenários vividos. — Ri fraco, sem graça. — Acho que não foi uma ideia muito boa.
— Não.. tudo bem, cara. Mas na próxima ao menos avise um de nós antes que eu acerte uma bala em você — Ergui as sobrancelhas, assustado com a aproximação do homem rabugento, ele desferiu um tapa nas minhas costas em forma de cumprimento e eu impulsionei pra frente com o impacto. Dan se afastou com uma outra risada engasgada, avaliando-me de cima abaixo antes de sorrir de canto. — Você está péssimo.
— Não tive muito tempo para me arrumar, Dustin me deixou aqui minutos antes de vocês chegarem. — Suspirei resignado, sentindo meu rosto esquentar ao senti-los me observando com mais atenção. Ainda não sou bom com isso.
Apertei o ramo de flores entre os dedos e respirei fundo, dando um passo à frente e tentando ignorar os olhos julgadores do outro casal presente.
Focando apenas no meu oceano favorito.
— Podemos..
— Sim. — Respondeu prontamente, logo repreendendo a si mesma pelo tom. Jessica soltou uma risada e eu deixei que um sorriso breve preenchesse meus lábios.
— Vamos dar licença á eles. — Dan murmurou em direção a ruiva, empurrando-a pelo ombro ao perceber que ela não estava disposta a sair.
— Mas eu..
— Esperamos vocês pro jantar. — Daniel fechou a porta e arrastou uma ruiva resmungona até que não conseguíssemos mais ouvir sua voz. Meu olhar recaiu sobre Julie, que encarava-me atentamente em silêncio.
Silêncio e mais silêncio.
— Isso é pra mim? — Ela tomou a frente após perceber que eu provavelmente não conseguiria, estava pateticamente estático. Seus olhos agora encaravam as flores meio esmagadas na minha mão e eu arfei, assentindo.
— Sim, elas estão um pouco.. — Franzi as sobrancelhas, estendendo o buquê amassado na sua direção. — Desculpe, acho que apertei demais.
— Tudo bem. — Seu sorriso singelo ao pega-lo da minha mão era estonteante, mas o choque da sua pele contra a minha foi a válvula para que todo ar sumisse dos meus pulmões. Merda, eu senti tanta falta disso. — Dálias brancas.
— Sim.. — Cocei a nuca, sentindo meu rosto esquentar com seu olhar sugestivo. — Espero que ainda sejam suas favoritas.
— Acho que nunca deixarão de ser.
Ela suspirou e levou o ramo até o nariz, fechando os olhos enquanto cheirava as pequenas pétalas.
— Precisamos conversar. — Murmurei engasgado e ela assentiu, dando um passo á frente e erguendo o queixo para me encarar.
— Vai me explicar por que não telefonou, Donfort? — Indagou rudemente, perdendo o brilho leve de segundos atrás.
Respirei fundo e levei minha mão até seu rosto, ainda um pouco hesitante. Ajeitei alguns fios soltos atrás da orelha e acariciei sua bochecha, tentando capturar cada mísero detalhe do seu rosto.
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Where Are You?
Fiksi PenggemarTrês meses se passaram. Minha vida havia voltado ao normal, minha rotina simples e monótona estava nos eixos novamente. Eu estava longe de qualquer loucura que vivi nas últimas semanas. Então eu deveria estar feliz, certo? Eu deveria estar em paz po...
