20 - Pedido de socorro

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Maraisa:

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Maraisa:

Tive que ir pra WorkShow, para uma reunião de última hora. Era sobre alguns contratos da empresa. Coisas burocráticas, chatas.

Porém com alguns minutos de reunião, eu comecei a passar mal, acabou que me disseram pra ir pra casa que Maiara ficaria na reunião e me passaria tudo depois.

— Irmã não quero deixar você ir só assim pra casa.

— Mai, é só um mal estar. Chegar em casa vou me deitar um pouco e logo passa. — Digo sentindo meu estômago revirando.

— Não sei, estou com um sentimento apertando meu coração. Amanhã vou te levar ao médico. — Eu sabia que Maiara estava preocupada comigo, seu olhar me dizia, na verdade não era de hoje.

— Maiara, eu fui no médico no começo dessa semana e, eu estou bem.

Ela revira os olhos.

— Me liga quando chegar em casa, e assim que eu terminar aqui vou pra casa também, ficar com você.

— Ok eu ligo.

E assim vou até o estacionamento, logo saindo com meu carro dali.

Demorei mais que o normal pra chegar em casa, dirigi devagar pensando em como minha vida está. Pensando em como resolveria tudo com o Hugo. Sabia que não seria fácil, só que eu torcia que fosse.

Assim que entro em casa, silêncio.

Largo as chaves do carro no lugar de sempre, junto de minha bolsa.

— Dona Maraisa? — Olho pra Dona Helena a moça que trabalha em casa — O Sr Hugo disse que está te esperando em seu quarto.

— Ok Dona Helena, Obrigada.

Dona Helena já era uma senhora, ela cuidava de fazer as refeições, quando estávamos em casa.

Passo na cozinha, bebo um copo de água. Ainda não estava muito bem, talvez não seria o melhor dia para conversar com Hugo e colocar um ponto final em tudo, só que isso não podia mais esperar.

respiro fundo.

Em passos lentos subo para o andar de cima. Estava na hora de deixar meu medo de lado e encara-lo.

Eu não tinha feito um discurso na minha cabeça e, muito menos sabia o que iria dizer, só que de uma coisa eu sabia, hoje Hugo sairia daqui com um ponto final em nosso relacionamento.

Abro a porta devagar, e a fecho. Hugo escuta e sai da varanda, vindo em minha direção.

Seu olhar era frio. Novamente sinto o conhecido calafrio percorrer por meu corpo, me deixando em alerta, e agora muito mais que antes.

— VOCE É UMA VAGABUNDA MESMO, ACHOU MESMO QUE EU NUNCA DESCOBRIRIA SUAS SAFADEZAS? — Hugo grita.

— Não sei do que você está falando. — Digo temerosa.

 Rivals? - Malila | G!PHistórias para pegar e não largar. Descubra agora