30. Dangerous phone calls

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A neve cobria todas as superfícies do jardim da Mansão, era lindo visto da janela da sala de dança de S/N. Alguns dias já tinham se passado e Theodore ainda não havia entrado em contato, o que a deixou levemente chateada, mas compreensiva.

A garota mal via seus pais ou irmão, vivia trancada na biblioteca estudando, na sala de dança, praticando exercícios e movimentos básicos, ou em seu quarto. Por sorte, essa rotina dava a impressão de que os dias passavam mais rápido para ela.

Ela amarrava as sapatilhas quando um conhecido loiro adentrou a enorme sala, os olhos de S/N subiram até Draco, que parecia buscar por respostas.

- Você está bem? - Ela diz, o olhando através do espelho enquanto ele se senta em um dos bancos ali no canto. - Parece chateado, nosso pai disse alguma coisa?

- Não, quer dizer, ele disse as coisas de sempre. - Draco disse com certa indiferença. As coisas de sempre eram sobre que logo mais eles iniciariam sua preparação para servir aos propósitos da família, que em outras palavras significava aprender a ser um comensal como o pai.

- Então, o que é? - Ela pergunta, mas Draco era difícil de se abrir. - Problemas com Astoria?

- Ela terminou comigo. - Os olhos de S/N se arregalaram, isso definitivamente era novidade.

- O que aconteceu? Ela sempre foi completamente apaixonada por você. - S/N argumenta.

- Ela ficou chateada por eu não a ter assumido no jantar de Natal. - O garoto explica, mas olhava para baixo como se tivesse com vergonha.

- E por que você não fez isso? Vocês estão juntos há um certo tempo. - A garota se levanta e se senta ao lado do irmão no banco, numa tentativa de confortá-lo.

- Eu não acho que seja seguro trazer ela para isso. - Draco confessa, mas S/N demonstra uma expressão confusa e ele continua. - Para nossa família, para o destino que me espera, S/N.

- E ela sabe de que é por isso que você não formaliza o relacionamento com ela? - S/N acarinha levemente as costas do irmão entendendo a preocupação dele.

- Não.

- Talvez devesse dizer isso a ela, mas claro, não diga tudo. Certos detalhes ela não precisa saber. - Draco encosta a cabeça no ombro de S/N, em um momento raro de cumplicidade.

O medo de Draco era válido, os Greengrass, assim como os Berkshire, ainda que já tenham sido comensais no passado, não pareciam interessados em se reaproximar do Lord das Trevas caso este esteja realmente de volta.

Os dois ficaram algum tempo ali, conversaram sobre outros assuntos, inclusive sobre Nott e sua família. Draco comparou os relacionamentos e disse que ainda que esteja há mais tempo com Astoria, aquilo era evitável, já Theodore estava tão fadado quanto ele ao destino que seus pais traçaram para ambos.

No entanto, quando o assunto se tratava de incerteza, este pairava sobre S/N. A garota não sofria a pressão de seu pai como Draco, mas sim impulsionada a ser uma ótima esposa ou algo do tipo, nada além disso e pouco importava o que ela achava sobre isso, realmente não era o que ela queria, ainda mais sabendo que Draco não conseguiria segurar a barra que estava por cair em sua cabeça logo mais.

A insistência de Lúcios em lembrá-los do quão perto estavam do grande dia gerava uma ansiedade avassaladora em ambos os peitos, não sabiam o que esperar. Draco parecia ser forçado a amadurecer em alguns poucos meses e carregar em si o peso de seja lá o que o aguarda.

[...]

Os irmãos e Matthew sentavam-se à mesa de jantar enquanto riam de alguma coisa boba que Riddle contava enquanto faziam uma pausa depois de uma longa tarde de estudos na biblioteca.

𝐃𝐚𝐫𝐤 𝐏𝐚𝐫𝐚𝐝𝐢𝐬𝐞 | 𝐓𝐡𝐞𝐨𝐝𝐨𝐫𝐞 𝐍𝐨𝐭𝐭Onde histórias criam vida. Descubra agora