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Cheryl Blossom

Caio de uma vez na cadeira ofegante.

-Meu Deus... me cansei tão rápido.- Levo uma mão ao peito olhando para Verônica e Archie.

Fazia mais ou menos 1 hora que eu não parava de dançar, estava tão contente que não conseguia ficar quieta. Mas, o cansaço bateu então...
Tiro os saltos que estavam apertando meus pés.

-Que pena que não posso dançar, estou tão triste por ter que ficar aqui comendo essas delícias...- Verônica diz com ironia enquanto come alguns salgados do buffer.

Balanço a cabeça negando e sorrindo, ela apenas me encara e pisca um dos olhos.

-Amor! Vamos voltar a dançar a noite ainda nem começou e você já tirou os saltos.- Toni aparece atrás de mim.

-Desculpa vida mas eles estavam me apertando.- Massageio um dos meus pés.- Pode pegar uma bebida pra mim por favor? Estou morrendo de sede.- Toni apenas concorda e vai em direção ao bar.

-Você deveria curtir a festa.- Archie diz.- É seu casamento Cheryl!

-Eu vou comemorar de outro jeito, com a Toni, só nós duas.- Mordo o lábio inferior e levanto as sobrancelhas.

-Que horror! Eu estou comendo sabia.- Verônica se engasga e bebe um pouco de refrigerante.

-Para dizer que vocês não fazem esse tipo de coisa.- Me levanto rapidamente da cadeira.- Vou ao banheiro, já volto.

Passo por algumas pessoas que me chamam para dançar mas eu nego e digo estar cansada.
Entro no banheiro, enfim sozinha!!

Adentro em uma das cabines e faço minhas necessidades, é nessas horas que eu agradeço a Verônica por ter sugerido a troca de vestidos. Sem condições de vir ao banheiro com um vestido de noiva. Depois saio e vou até a pia para lavar minhas mãos.
Ouço a porta de uma cabine se abrir o que me faz levantar o olhar, olho através do espelho. Viro rapidamente.

-O que você tá fazendo aqui?- Encaro Mia.

-Desculpas, sem tempo para discussões.- Ela vem até mim rapidamente e agarra meu braço.- Você vem comigo.

-Nem sonhado.- Rio e faço força para me soltar de seu braço.

-Tá bom, você que quis do jeito difícil.

Ela me empurra o que me faz bater a cabeça na pia e cair no chão, minha visão fica turva e eu logo apago.

Toni Topaz

-Ué, Cadê a Cheryl?- Coloco a bebida que Cheryl pediu em cima da mesa e encaro o casal em minha frente.

-Ela falou que ia ao banheiro, a uns... 10 minutos atrás.- Verônica franze o cenho.- Tempo demais eu diria.

-Ela deve tá conversando com algum convidado.- Archie diz e eu concordo meio desconfiada.

Me sento na cadeira que Cheryl estava a pouco tempo atrás e decido esperá-la.

Mais 10 minutos...15...20...

Me levando e comunico aos dois em minha frente que iria procurar por Cheryl. Vou até o banheiro mais sem sinal da mesma, na mesa de sua família mas também sem sinal, na pista de dança? Nada. Descido ligar para o seu celular.

Um toque...2...3...

-Finalmente, posso saber onde a senhora está?- Ando até uma área com menos barulho.

-Ah, oi Toni. Demorou hein.

-Mia? O que você tá fazendo com o celular da Cheryl.- Sinto meus músculos ficarem tensos e meu coração palpitar.

-Eu sinceramente esperava que você se desse conta antes, talvez com uns 10 minutos? Não achei que iria passar de meia hora.

-Espero muito que você não tenha encostado em um fio de cabelo dela.

-Ah não, ainda não.- Escuto sua risada.

-Onde você está.

-Por que tanta pressa, eu sei que você está doida para me ver.

-Eu definitivamente não queria nem escutar sua voz. Eu só quero a Cheryl a salvo.

-Eu acho bom você falar direito comigo, não está em posição de pedir nada. Não se esqueça que eu estou com a Cheryl, um vacilo e eu posso...

-Tudo bem, eu... já entendi.

-Boa garota!

-Me diz logo o que você quer.

-Essa pergunta é até um insulto.- Ela ri novamente.- Você sabe exatamente o que eu quero.

-Você me quer.

-Está ficando esperta!

-Eu preciso saber onde você esta primeiro. Assim a gente pode... conversar.

-Tem razão! Eu... adoraria conversar com você.

-Então... me diz onde você está.

-Você sabe onde eu estou Toni.

-Mia eu nã-

-O que aconteceu em 14 de abril?

Engulo em seco quando escuto suas palavras.

-Você não pode está falando sério.- Sorrio nervosa.

-Quer pagar pra ver?- Escuto um movimento rápido e depois a ligação é desligada.

Merda. Merda. Merda.

Ando rapidamente a procura do meu irmão.

-Hein Toni iae!

-A chave do carro.-Estendo uma de minhas mãos.

Minha mãe e Betty que estavam ao seu lado me encaram.

-O que?- Ele franze o cenho.

-Porra Jughead a chave do carro!

-Filha, o que ouve.- Minha mãe vem ao meu lado.

-Mia levou Cheryl.

-Como assim? Ela não estava em Los Angeles?

-Estava mãe. Estava.- Jug me entrega a chave do carro e eu me viro para ir embora

-Filha espera!

-Não tem tempo mãe, Mia é um perigo. Cada segundo que passa pode ser um dos últimos de Cheryl, eu não quero correr esse risco.

-E onde elas estão? Precisamos chamar a polícia.

-Elas estão no cais. No mesmo do papai...- Me viro e sigo para o carro.

14 de abril de 2007 o pior dia da minha vida, o dia que eu perdi meu pai naquele maldito acidente. Não posso acreditar que Mia levou Cheryl para aquele lugar.

A farsaOnde histórias criam vida. Descubra agora