58 - Billie

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Estávamos pousando nas Maldivas, Blake olhava o lado de fora, enquanto amassava meus dedos. Não importa quantas vezes ela entre no avião, ela ainda vai amassar minha mão.

— Adoro praia.

— Eu sei. E sabe o melhor? — me aproximei do seu ouvido — eu aluguei uma ilha só para nós duas, tem uma vilã pequena do outro lado da ilha, mas nada daqueles chalés onde a gente sai e pode ser fotografadas.

— Isso quer dizer...

— É, mas ainda tem os funcionários da ilha, então não é 100% do tempo.

— Mesmo assim, eu tenho algumas ideias — respondeu rindo.

Assim que o avião parou e liberou para tirar o cinto, nos levantamos e saímos para o píer.

Não era longe, quinze minutos para sair do aeroporto e chegar ao píer. Procurei o barco que nós levaria e puxei as malas que eu consegui.

— Para que tanta mala? — Blake perguntou levando apenas uma mala de rodinha grande e uma bolsa enorme.

— Coisas.

Ela ficou automaticamente vermelha.

— Por isso você falava para todo mundo no aeroporto que estávamos saindo em lua de mel?

— Também era porque eu estava muito feliz.

Ela apenas riu escondendo o rosto nas mãos. Ela ficou envergonhada? Era aproveita vez que eu a via envergonhada quando o assunto era sexo.

Subimos no barco, era pequeno, mas seguro. A viagem não demorou uma hora até a ilha afastada.

Assim que chegamos, vi a bela casa na areia. Seguimos o caminho de pedras até a mesma, sendo bem recepcionada pelo ar condicionado da casa. Podíamos estar no meio do outono, mas devia estar bons 30º.

— Vou colocar um biquíni — anunciou colocando a bolsa sob o sofá.

— Vou te levar na cachoeira, você vai amar.

Ela sorriu e pegou o conjunto na bolsa e foi em direção do banheiro. Peguei o meu e a segui, me sentando na cama pra me trocar. Em pouco tempo ela apareceu vestindo apenas a calcinha do biquíni e a parte de cima nas mãos.

A parte de baixo, já não era a maior de todas, mas quando posicionou a parte de cima na frente dos mamilos, percebi que realmente não era um biquíni normal.

— Amarra para mim? — falou ficando de costas para mim.

Me levantei, deslizando a mão pela sua coluna, para então pegar a fita e amarrar, suando levantou o cabelo para que eu pudesse amarrar, aproveitei para dar um beijo no começo do seu pescoço.

— Biquíni branco? — Perguntei subindo os beijos.

— É que eu sou uma ótima esposa em lua de mel.

— Vai marcar quando entrar na água.

Ela se virou colocando os braços sob meus ombros.

— Talvez essa seja a intenção.

— Pega a saída de praia, que antes a gente vai comer alguma coisa, já é hora do almoço.

Assisti ela ir até a mala, rebolando e pegar um vestido de renda e colocar sob o corpo.

A puxei pela mão, para fora, até a mesa que havaiana varanda, com vista para o mar, trouxeram o que eu já havia pedido com antecedência.

— Está sendo servido cogumelos cortados e gralhados como tentáculos, servido com arroz negro, creme de pimentões, tomates defumados, brócolis, cebolas tostadas, pó de algas e óleo de cebolinha — o garçom falou entregando os dois pratos.

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