✧ CATE ✧
O segundo dia na Domus Umbrae começou com uma leve ansiedade a pulsar no meu peito. Desde o momento em que abri os olhos, senti o peso da responsabilidade crescer, como se tudo o que aprendesse a partir de agora fosse crucial para o que estaria por vir.
Quando saí do quarto, não tinha encontrado Margarita ao pequeno-almoço, não a via desde a aula de ontem com Lysander, mas achei que poderia ter outras obrigações.
Após beber apenas um café pois não tinha fome alguma, dirigi-me então para a Sala do Saber Arcano, conforme indicado.
A sala era um espaço impressionante. As paredes de pedra antiga estavam cobertas de estantes repletas de livros e pergaminhos, alguns tão velhos que parecia que poderiam desintegrar-se com um toque. No centro da sala, havia uma mesa grande de madeira escura, cercada por cadeiras, e em cima dela estavam mapas, cartas estelares e objetos mágicos. A luz suave das lâmpadas flutuantes iluminava o ambiente de forma quase etérea.
Laurus, o meu instrutor, estava à minha espera, com o seu olhar severo e o cabelo grisalho, de pé ao lado da mesa, com as mãos cruzadas atrás das costas. Tinha uma presença imponente, mas os olhos brilhavam com um certo entusiasmo que eu começava a associar aos eruditos.
— Bom dia, Cate, — cumprimentou ele, com um sorriso amável. — Hoje vamos abordar uma lição importante. Quero explicar-te como a magia se manifesta em Astralis, as suas divisões e influências. É um conhecimento essencial para compreenderes a tua própria natureza.
Assenti e sentei-me, ansiosa por aprender. A minha cabeça ainda fervilhava com as memórias dos últimos dias, mas sabia que precisava de respostas.
— Vamos começar pelos fundamentos, — disse Laurus, puxando um mapa antigo do mundo e estendendo-o na mesa à minha frente. — Em Astralis, existem três tipos principais de seres: os humanos, que não possuem magia; os Stellaris comuns, que têm acesso à magia básica; e os Stellaris com constelações, que são mais raros e possuem poderes específicos relacionados às suas estrelas.
Laurus apontou para diferentes partes do mapa, como se cada região estivesse associada a uma energia diferente.
— Todos os Stellaris possuem uma base mágica, — continuou ele. — Aqueles sem constelação têm habilidades limitadas e geralmente ligadas ao seu signo do zodíaco. Por exemplo, os signos de fogo conseguem manipular chamas de forma básica, enquanto os de água têm algum controlo sobre os líquidos. Os poderes são influenciados pela natureza do elemento associado ao signo.
Interrompi-o, com uma pergunta que me surgiu de repente.
— E quanto a quem tem uma constelação? Os poderes também são influenciados pelo signo?
Laurus sorriu, como se estivesse à espera da pergunta.
— Não diretamente, — explicou ele. — Os Stellaris com constelação têm habilidades que derivam das estrelas às quais estão ligados. A tua constelação, Cassandra, é uma constelação proibida devido ao potencial extremo e à capacidade de alterar o destino. Mas o teu signo, que sei ser Leão, também influencia a forma como os teus poderes se manifestam. Signos de fogo como o teu têm uma afinidade natural para manipular energia pura e o calor. No teu caso, a combinação pode resultar em habilidades ainda mais fortes.
— Isso significa que os poderes dos signos são uma base para todos? — perguntei, tentando entender melhor.
— Exatamente, — respondeu Laurus, com entusiasmo. — E depois há os Stellaris que têm runas de controlo. Estes são Stellaris que, por qualquer motivo, precisaram de ter os seus poderes restringidos para não causar danos. O teu treino aqui na Domus Umbrae irá ensinar-te a explorar os teus poderes de forma segura e responsável, sem a necessidade de restrições.
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O Despertar das Sombras
FantasiaNum mundo onde as estrelas guardam segredos antigos e perigosos, Cate Vesper, uma jovem aparentemente comum, descobre que está ligada a uma constelação proibida, e carrega um destino a que não pode escapar. Com um amuleto misterioso na sua posse e m...
