Vocês devem estar pensando agora:
"Nossa, depois do encontro eles devem ter se acabado de tanto transar!"
Perdão por decepcioná-los, mas não. Depois do nosso beijo em pleno ar, a Isa e a Laura chegaram, o Eros mostrou o anel de noivado pra elas e os três deram uns gritinhos de animação e fofocaram a noite toda. É verdade quando dizem que homens (ex)héteros têm uma visão limitada de cores, eu mesmo não fazia ideia que existiam tantos tons de rosa quanto os que elas sugeriram pro futuro vestido de casamento dele. A nossa noite acabou com cada um tomando um banho de água fria e indo dormir normalmente depois de uma maratona de filmes do godzilla.
Não, as coisas não estão mais frias, na verdade, o Eros ofereceu um boquete matinal hoje, mas como eu ainda não tinha me recuperado da ressaca por completo, recusei educadamente. Na verdade, hoje eu tirei o dia pra visitar a minha mãe, já tá na hora da gente se reconciliar, além do mais, ela sabe fazer poções, então vai ser uma mão na roda pra poder usar a relíquia nova que eu consegui.
Mas não se enganem, o sexo quase é uma certeza a esse ponto, no momento que eu voltar pro dormitório a gente vai dar no coro até matar a saudade um do outro.
Ah é, e o Oliver veio comigo, não sei porque.
Estacionei na frente de casa mais uma vez, e agora não estou desconfortável como antes, estou aqui pra ficar mais forte acima de tudo e também quero contar pra ela sobre o noivado, sei que a notícia não vai ser recebida de maneira positiva, mas eu já tomei minha decisão e a minha mãe vai ter que aceitar mesmo que não concorde.
—Você vem?—Questionei ao querido cabelo de salada sentado no banco ao meu lado.
—Na verdade, eu acho melhor esperar um pouco até você conversar um pouco com ela, tenho certeza que eu só atrapalharia o momento entre mãe e filho.
—Eu não acho que você vai incomodar, mas se é o que você quer, tudo bem.
Ele apenas me respondeu com um aceno e com isso segui pra porta da frente e toquei a campainha. Algum tempo depois, me surpreendi, pois não foi minha mãe quem abriu a porta.
Parado a minha frente estava um homem de meia idade, com barba e cabelo grisalhos e uma pele quase tão branca quanto, seus olhos azuis me encararam com uma intensidade estranha, uma que apesar de intimidadora, não me abalou nem um pouco, ele vestia um sobretudo com as bordas adornadas com uma pelagem branca no mesmo tom que o cabelo.
Ele estendeu sua mão na minha direção com um sorriso levemente forçado nos lábios.
—Você deve ser o Will, filho da Dorotéia, né? Meu nome é Dutch Whiteman, sou um amigo da sua mãe.—Apertei sua mão sem qualquer vontade e sem nem tentar esconder a desconfiança no olhar.
—Prazer... Engraçado, ela nunca falou de você...
Me concentrei instintivamente no encantamento de velocidade, consigo sentir o cheiro de merda de longe, e esse cara fede como um esgoto a céu aberto.
—A gente perdeu o contato desde a faculdade, enfim, eu já vou indo, tenho alguns assuntos a tratar, foi bom te conhecer, rapaz.
Ele passa por mim sem cerimônia e eu sigo com o olhar até que ele vira uma esquina e desapareça. Antes de entrar, percebi que Oliver já não estava mais no carro. Estranhei um pouco, mas segui mesmo assim.
Minha mãe apareceu saindo do quarto e travou quando me viu.
—Will...
—Oi mãe.—Consegui empurrar as palavras pra fora com certa dificuldade por causa da tensão entre nós.—Eu... precisava te ver.
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Tasteful Depravity
Romance[Primeira obra da saga Lovely Sins] Estar preso em um internato no auge da vida adulta normalmente seria um porre, e no caso de William é um porre. Estando no seu segundo ano na Quentin, uma escola interna para garotos, William Rupert de 19 anos aca...
