O meu coração clama pela expressão que há em viver, realmente viver. É o último dia do ano. Eu sobrevivi, eu vivi, eu chorei, sofri e sorri. Eu cheguei até aqui. Uma vez li em um livro que a dor precisa ser sentida, e eu senti tanto. Como Atlas, senti o peso do mundo em minhas costas. O peso das coisas ditas e não ditas.
Viver e encarar a si mesma, mesmo com medo, é um ato de coragem. E eu também senti tanto medo. Ainda estou descobrindo a extensão e essência dos meus medos e tantos sentimentos que afloram dentro de mim. Quem sou eu? Porque tantas vezes ignoro os meus sentimentos, quando eles, como vulcões, vem à tona dentro de mim. Meus sentimentos são como magmas, extensões de mim. Carregando fogo, beleza e intensidade. Preciso escutar o meu coração, preciso ser uma como a natureza. Fluir como a água, aquecer como o fogo, florescer como a terra e me mover como ar. Preciso que o ar leve para longe tudo o que não faz bem para mim.
As palavras estavam emergindo dentro de mim, mas estava me sentindo tão bloqueada que o ato de escrever se torna tão desafiador como aprender um novo idioma. Por que às vezes é tão difícil olhar para dentro de si e se reconhecer? Eu superei tantas coisas esses ano que pensei que nunca superaria. Mas estou aqui e estou pronta para aprender com o ano vindouro.
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Palavras ditas!
PoetryAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
