Você me perguntou por que não escalo mais aquela montanha...
Por que não mergulho mais nas piscinas naturais que amava na infância.
E eu quase respondi com a pressa de quem já esqueceu como era estar lá.
Mas algo em mim parou.
E lembrou.
Porque a verdade é que...
o mundo foi ficando mais barulhento.
Mais pesado.
E a menina que corria pelas pedras e se jogava na água
foi aprendendo a ter medo de cair.
Mas só de você perguntar,
um pedaço dela acordou.
Talvez seja isso que tua presença faz:
desperta o que ficou adormecido em mim.
Como o sol batendo no mar e revelando as pedras que o tempo escondeu.
Como a voz que, com doçura, pergunta sem exigir.
E sem perceber, devolve à alma um pouco de fôlego.
Obrigada por perguntar.
Porque tem perguntas que são mapas.
E a sua, talvez, me leve de volta pra mim mesma.
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Palavras ditas!
PoesiaAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
