Talvez seja amor —
mas do tipo que não grita.
Do tipo que dança devagar
numa sala sem música,
esperando o coração marcar o compasso.
É quase.
Mas tão inteiro no sentir.
É quando tua ausência não pesa,
porque a lembrança é leve.
É quando tua presença, ainda que distante,
vira casa.
Não sei teu ritmo,
mas sinto teu cuidado
como se minhas palavras fossem jardim
e tuas respostas, regador.
Se for só amizade,
é daquelas raras que sabem ser lar.
Se for algo a mais,
então é um amor que floresce com pudor —
mas flor ainda assim.
E eu fico aqui, entre teu silêncio e meu suspiro,
colhendo essa esperança que brota sem nome
mas com raízes profundas.
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Palavras ditas!
PoetryAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
