Às vezes acho que a gente se reconheceu no meio do caminho.
Nem no começo, nem no fim — só ali, onde os silêncios conversam.
Tu pinta teu mundo em silêncio.
Eu escrevo o meu com palavras que quase sussurram.
E quando tu me chama de gatinha, mesmo que sem intenção,
algo em mim ronrona por dentro.
Quando escuto teu riso abafado,
é como se a distância deixasse de ser geografia
e virasse só uma pausa no tempo.
Eu não sei o que a gente é.
Mas sei que é bonito.
E talvez, se o tempo deixar,
a gente descubra que há mais que amizade aqui.
Não para correr.
Mas para deixar florir.
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Palavras ditas!
Thơ caAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
