Ainda floresço.

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Eu temi ser demais.
Demais no sentir, demais no dizer,
Demais no amar sem medida.

Mas meu coração não conhece a matemática do medo.
Ele canta antes de calcular.
Ele escreve antes de medir o espaço.

E então escrevi.
Te enviei meu poema como se fosse um sussurro
num papel antigo, dobrado pelo tempo e guardado no peito.

Pensei que talvez você fosse embora.
Mas você ficou.
E mesmo em silêncio, você respondeu com céu,
Com Minks, com lego, com presença.

E eu percebi:
O amor não grita para ser notado.
Ele vibra.
Ele toca quem tem pele de alma.

E então eu floresço.
Não por ser aceita,
Mas por ter tido coragem de ser quem sou.
Mesmo quando temi que fosse demais.

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