Serendipity

4 0 0
                                        

(quando o acaso tem cheiro de destino)

Foi sem querer que teu nome encostou no meu pensamento,
mas desde então,
ele nunca mais foi embora.

Foi num snap bobo, num emoji trocado,
num riso de canto que tu nem sabias que eu vi.
Foi aí, na dobra do cotidiano,
que meu coração parou
e disse:
é aqui.

Serendipity não grita.
Ela sussurra.

Ela faz com que duas vidas se esbarrem
como quem tropeça...
mas em vez de cair,
se encontra.

E desde aquele instante suave,
meus dias carregam tua presença implícita.
Teu nome virou cor,
teu jeito virou porto.

E se alguém perguntar como começou,
eu direi:
com sorte.
Com silêncio.
Com algo tão simples quanto dois olhares se cruzando —
mesmo que por uma tela,
mesmo que por um continente.

Mas com a certeza de que, se não fosse ali,
seria em outro tempo.
Em outra rua.
Na mesma alma.

Serendipity é isso, amor:
não é sobre buscar.
É sobre reconhecer quando chega.

Talvez tudo isso seja serendipity,
esse jeito bonito do destino
de brincar com o tempo.

Eu não te procurava.
Tu não me esperava.
Mas ainda assim — a gente se encontrou
entre um snap e outro,
entre um riso tímido e um poema não enviado.

E agora tá aqui:
essa coisa leve, mas profunda.
Essa dança de alma e cuidado.
Esse fio que puxa, sem apertar.

Se o mundo for mesmo feito de acasos felizes,
então tu foi o meu mais bonito.

E se não for acaso,
então que seja destino com um pouco de poesia.

Palavras ditas!Onde histórias criam vida. Descubra agora