Asas e lobas

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No precipício, à beira do fim,
Onde o medo sussurra, tentando me consumir,
Olhei para o abismo, mas não pude cair,
Descobri que tinha asas, e comecei a voar.

Entre as sombras da mata, em silêncio profundo,
Eu corri, sem medo, pelo mundo.
A terra pulsava sob meus pés,
E as lobas observavam, com seus olhos de sabedoria e fé.

Uma delas, com olhar firme e sereno,
Me falou sobre a intuição, como um segredo pequeno:
"Confie em seu instinto, siga o seu coração,
Pois a verdade reside na sua mão."

Com as asas abertas, eu voei mais alto,
Deixando para trás o medo e o salto.
As lobas me protegeram, com sua força ancestral,
Me guiando por caminhos que eram naturais.

Agora sei, com clareza e certeza,
Que a jornada é minha, com toda a beleza.
Confio na voz que vem do coração,
E sigo, sem hesitar, rumo à minha missão.

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