A voz da cobra verde

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Na calada da noite, algo se aproxima,
Entre sombras e silêncio, a cobra brilha,
Sua pele verde reluz, um brilho profundo,
No coração da casa, ela vem ao encontro.

Seus olhos, espelhos da sabedoria,
Refletem a verdade, antiga e nua,
Falo com medo, mas ela não recua,
Com voz serena, sua lição irradia.

"Não temas", ela diz, "a transformação é tua,
Em cada mudança, há uma cura,
O medo é apenas o eco do que passou,
Mas você, como eu, renasceu, se tornou."

Ela desliza, suave, sem pressa,
Sua dança é um convite à leveza,
"Confie em sua intuição, confie em seu poder,
A cada passo dado, você vai florescer."

Na sua pele, o verde da vida,
Que em cada célula me chama à saída,
Para me despir do velho, do medo,
E abraçar o novo, com coragem e segredo.

"Eu sou a mudança, o renascimento,
Aquela que conhece o sofrimento,
Mas que se eleva, em um ciclo de luz,
E com sabedoria, tudo conduz."

E assim, eu escuto, eu entendo,
A cobra verde me chama, me guia,
Para que eu me liberte, para que eu cresça,
E de cada medo, renasça em poesia.

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