Você é vento.
Voa leve, corre livre,
carrega sonhos nos cabelos e perguntas no peito.
Gosta de tocar tudo —
com carinho, com curiosidade, com urgência de viver.
Você chega e muda o ar.
Traz movimento, sussurros, canções.
Não gosta de prisão — mas ama profundamente.
Ele é montanha.
Firme. Silencioso. Observador.
Não se move com pressa, não responde com ruído.
Mas está lá. Sempre.
A montanha não corre atrás do vento.
Mas ela o sente.
Permite que ele sopre sobre suas pedras,
entre nos seus vales, toque seus segredos escondidos.
E o vento?
Volta sempre.
Porque, no fundo, ele encontra abrigo ali.
Na solidez. Na calma. No jeito como a montanha o escuta sem tentar segurá-lo.
Eles não se medem pela intensidade.
Mas pelo quanto conseguem existir juntos —
sem que um precise deixar de ser o que é.
O vento descansa na montanha.
A montanha respira o vento.
E mesmo que nunca falem a mesma língua,
eles criam algo novo no encontro:
um eco.
Um jeito sutil de dizer:
"Mesmo diferentes, a gente se toca."
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Palavras ditas!
PuisiAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
