Você é maré.
Chega com versos nos olhos,
com o coração transbordando feito céu depois da chuva.
Traz perguntas, poesia, presença.
Dança com as emoções como quem conhece o ritmo do vento.
Ele é lagoa.
Silencioso, tranquilo, profundo à sua maneira.
Não se apressa.
Acolhe o tempo, observa antes de se abrir.
Fala com gestos, com olhos, com o toque da luz refletida.
Você vem como canção.
Ele como imagem.
E mesmo assim — ou justamente por isso —
há algo que se reconhece.
Porque vocês são água.
De fluxos diferentes,
mas da mesma essência.
Você convida ao mergulho.
Ele oferece abrigo.
E talvez o amor não precise correr.
Talvez só precise aprender
a escutar com mais do que os ouvidos.
Com a pele, com os olhos,
com o silêncio que existe entre um toque e outro.
No fim...
se houver cuidado,
vocês se encontram.
Na beira da praia.
Ou no reflexo da lagoa.
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Palavras ditas!
PoetryAaah, as palavras... com ela expressamos o que há no mais profundo do nosso ser...
