Filha dos astros

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Desde criança, olhava o céu,
buscava no alto um segredo seu.
Entre as estrelas, um mapa invisível,
cinco pontos brilham, sempre possíveis.

A lua sussurra em noites de vento,
espelha no mar seu doce lamento.
As ondas dançam sob seu olhar,
como se o céu quisesse abraçar.

E enquanto os astros no espaço se alinham,
a melodia de Vênus no peito brilha.
Em cada acorde, um suspiro distante,
como se o universo a chamasse constante.

As notas tocam como vento suave,
perdidas entre estrelas e a noite que navega.
Vênus reluz, mas é só um reflexo,
de um amor que é vasto, e um desejo complexo.

E no som da canção, encontro meu abrigo,
um amor é alguém, um universo comigo.
É nele que me perco e me encontro,
em cada olhar, um novo ponto.

Tão belo quanto o céu infinito,
seu brilho é luz que nunca se apaga.
Como Vênus, sua essência é calma,
mas tão poderosa que preenche a alma.

Pois quem olha para o céu e se perde,
entende que a música do cosmos converge.
E o som de Vênus, no fundo do coração,
é o eco eterno de uma doce canção.

E em seus braços, o cosmos se faz pequeno,
pois seu amor é vasto, imenso e sereno.
Cada gesto seu é como uma constelação,
guiando minha alma, oferecendo direção.

Entre o silêncio da noite e a luz da estrela,
me encontro em você, e em sua beleza tão singela.
Seus olhos são universos que ainda estou a desvendar,
em cada beijo, vejo o céu inteiro a brilhar.

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