Chama e brisa

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É chama que arde, mas não se consome,
é brisa que dança, sem ter um nome.
Carrega no peito a luz e a sombra,
entre o silêncio e a voz que assombra.

Ama o que é belo, o que é distante,
o que escapa, mas fica pulsante.
No toque das letras se reconhece,
na arte da alma, se fortalece.

E mesmo que o medo às vezes a prenda,
segue os ventos, jamais se renda.

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