O sol mal começava a se levantar quando Bowie, Daphne e os desertores chegaram ao esconderijo temporário — um prédio velho no centro da cidade, repleto de corredores escuros, salas vazias e ecos que pareciam sussurrar segredos que ninguém queria ouvir. O lugar tinha o ar de um labirinto esquecido, onde cada porta poderia ser um portal para a salvação... ou para a perdição.
Bowie olhou ao redor com aquele sorriso meio torto, meio cansado, que significava "estamos vivos, mas só por enquanto".
— Labirinto perfeito para quem quer se perder e desaparecer do mapa — comentou Daphne, jogando a mochila no chão.
— Ou para um mágico que gosta de desafios — respondeu ele, estalando os dedos.
Enquanto o grupo organizava as informações recuperadas da última operação, Valeska distribuiu os papéis: mapas da cidade, perfis dos agentes infiltrados, rotas de fuga e nomes que ninguém devia mencionar em voz alta.
— Essa é a nossa nova casa — anunciou ela. — Por enquanto, é o único lugar onde podemos respirar sem olhar por cima do ombro.
Mas ninguém estava realmente relaxado. O ar carregava a tensão de quem sabe que o inimigo está mais próximo do que aparenta.
A cidade que se estendia lá fora era um mosaico de sombras e luzes quebradas, onde cada esquina guardava histórias que ninguém contava. Bowie sentiu a necessidade urgente de entender como eles haviam chegado até ali — presos num jogo de poder, mentiras e memórias fragmentadas.
Daphne, sentada numa cadeira antiga, levantou os olhos do mapa.
— Você já pensou em quem realmente está por trás disso tudo? — perguntou, a voz firme. — Não os soldados, nem os oficiais, mas os mandantes invisíveis?
Bowie franziu o cenho.
— Você quer dizer... o verdadeiro cérebro por trás da Área 66?
— Exatamente. — Ela apontou para uma foto amarrotada de um homem de olhar frio, quase cínico. — Dr. Elias Brandt. Cientista e estrategista. Dizem que é ele quem puxa as cordas.
O nome causou um silêncio instantâneo.
— O cara parece uma caricatura de vilão de filme antigo — comentou Kevin, quebrando o clima.
— Só que ele é real — rebateu Valeska. — E perigoso.
Os desertores sabiam que atacar a figura que movia as peças do tabuleiro era quase uma missão suicida. Brandt era protegido por camadas de segurança, armadilhas digitais e uma legião de fanáticos.
Mas eles não tinham escolha.
Se queriam acabar com o ciclo de manipulação, tinham que enfrentar o coração da fera.
Enquanto Bowie e Daphne planejavam o próximo passo, um visitante inesperado chegou.
Era um homem alto, de olhos azuis penetrantes e expressão séria, vestindo um sobretudo cinza que parecia absorver a luz.
— Eu sou Marcus — disse ele, a voz grave e pausada. — Tenho informações que podem ajudar vocês.
Bowie arqueou uma sobrancelha.
— Informações? E por que deveríamos confiar num estranho vestido como personagem de novela policial?
Marcus sorriu, sem perder a compostura.
— Porque eu também estou na mira deles. E porque, se não pararmos isso juntos, ninguém vai sobreviver.
Nos dias seguintes, Marcus revelou detalhes que balançaram os alicerces do grupo. Ele era um ex-agente infiltrado, alguém que havia visto o lado sombrio do poder e decidido virar a mesa.
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Mr. Bowie
ActionMr. Bowie é um golpista carismático, mestre da ilusão e envolvido nos mais ousados roubos dos últimos anos. Suas habilidades espetaculares em mágica e ilusionismo chamam a atenção do serviço secreto, e o caso passa a ser conduzido pelo implacável Ag...
