O bunker exalava uma umidade fria, mas no ar entre Bowie e Daphne havia uma temperatura que derretia o concreto. O cheiro de pele misturado a suor e adrenalina impregnava tudo, quase sufocante, um perfume carregado demais para qualquer outro lugar que não aquele espaço reduzido onde eles se encontravam.
Bowie sentiu o coração pulsar tão forte que parecia querer saltar pela garganta. Cada batida era um tambor frenético que marcava o ritmo do que estava prestes a acontecer. O caos lá fora se transformava em silêncio dentro daquele mundo — um universo feito só deles, onde o medo era uma sombra, e o desejo, a luz que cegava.
Os dedos de Bowie tocaram a mão dela com uma hesitação fingida. Por dentro, a urgência queimava como fogo na madeira seca. Daphne respondeu apertando a mão dele, um gesto que falava mais do que mil palavras. O olhar dela não pedia permissão — ordenava, implorava, exigia.
Ela avançou, e os corpos se encontraram com uma fome antiga, primitiva. A camisa que os separava foi o primeiro obstáculo a cair, escorregando entre as mãos dele, revelando a pele quente que pedia, gritava por contato. Bowie percorreu o contorno do pescoço dela com a boca, deixando um rastro de fogo que a fez prender a respiração.
Os lábios se encontraram em um beijo rouco, com pressa e intensidade. Era um devorar delicado, uma batalha silenciosa onde cada toque fazia o outro estremecer. Daphne segurou o rosto dele, os dedos embaraçados no cabelo, puxando-o com força e ternura. O cabelo de Bowie caiu nos olhos, mas ele nem se importou — o mundo inteiro se resumia àquelas mãos, àquelas bocas, à pele que chamava pela dele.
Eles se apoiaram contra a parede úmida do bunker, corpos encaixando como peças de um quebra-cabeça ardente. A pele de Daphne parecia queimar sob o toque dele, cada centímetro descoberto uma explosão de sensações. Bowie deslizou as mãos pela cintura dela, sentindo o corpo arqueando, desesperado por mais.
Ela gemeu baixinho, um som rouco, quase sufocado, que atravessou o silêncio como uma faísca. A boca dela desceu pelo pescoço dele, mordendo e sugando a pele com uma mistura de urgência e carinho brutal. Bowie fechou os olhos, sentindo a corrente elétrica que subia pela espinha, o fogo que consumia cada pensamento racional.
As roupas caíram uma a uma, esquecidas no chão, vítimas do desejo e da pressa. O frio do bunker não teve chance contra o calor selvagem que os envolvia — um fogo impossível de apagar, que consumia e ao mesmo tempo libertava.
Bowie entrou nela como se fosse a última vez que o mundo existisse, e talvez fosse mesmo. Cada movimento era uma declaração silenciosa de resistência, um grito que dizia "estou aqui, vivo, e quero você". O corpo dela arqueava, entregando-se com uma mistura de força e vulnerabilidade que o deixava desnorteado e fascinado.
Os gemidos de Daphne se misturavam ao hálito quente que ele sentia no pescoço, à pele que tremia sob o toque impaciente. Ela não era uma donzela indefesa; era uma tempestade contida, um furacão de emoções que ele mal conseguia controlar.
Bowie segurou a cintura dela firme, sentindo o poder e a fragilidade entrelaçados num jogo que o deixava sem fôlego. Eles se moviam em um ritmo selvagem, urgente, como se cada instante fosse uma batalha contra o tempo e contra o mundo que tentava destruí-los.
A respiração de ambos ficou ofegante, curta, quase descontrolada. O corpo de Daphne se arqueou para trás, os olhos semicerrados, um misto de dor e prazer que os unia em uma mesma chama.
Ele sentiu o corpo dela tremer no ápice, uma onda que o derrubou sem aviso, fazendo o mundo girar e apagar ao redor deles. Bowie se perdeu naquele momento, naquele grito silencioso, naquela entrega total.
Depois, a queda. O silêncio que se seguiu era denso, pesado, como se o tempo tivesse estancado. Os corpos suados, grudados, ainda pulsando em chamas, buscando conforto na pele um do outro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Mr. Bowie
ActionMr. Bowie é um golpista carismático, mestre da ilusão e envolvido nos mais ousados roubos dos últimos anos. Suas habilidades espetaculares em mágica e ilusionismo chamam a atenção do serviço secreto, e o caso passa a ser conduzido pelo implacável Ag...
