Any Gabrielly
Fui empurrada.
Não guiada.
Empurrada como uma criminosa qualquer.
Como se eu fosse lixo.
Caí no chão sujo da cela.
O impacto do corpo contra a pedra fria me fez gemer.
Mas eles não se importaram.
Nenhum deles.
Eu senti os olhares nojento deles sobre mim.
Sobre meu corpo.
— x:Olha o corpo dela.
cochichou um dos guardas.
— x:Vale o risco, não vale?
— xx:Se levantasse só um pouquinho o vestido... dava pra ter uma visão melhor.
Disse outro, rindo.
—xxx: Ou tirasse tudo de uma vez. Completou o terceiro.
— xxxx:Eu me arriscaria fácil.
Disse um mais jovem, com os olhos fixos em mim.
—xxxx: Quem topa?
— xxxx:Você é doido. Ela é esposa do príncipe. Se ele souber que alguém encostou nela, vai rolar cabeça.
— x:E quem disse que ele precisa saber? murmurou.
— x:A gente podia dar fim nela depois. Ela já é uma ameaça mesmo.
— xx:Eu... eu toparia.
— xxxxx:Vocês são loucos? Isso acabaria com todos nós na forca.
Eles riram.
Como se minha dor fosse entretenimento.
Como se eu fosse um objeto.
Como se eu não estivesse ouvindo.
Mas eu estava.
Cada palavra.
Cada olhar.
Cada ameaça.
Eu me encolhi.
O cheiro do lugar era insuportável.
Urina.
Ferro.
Mofo.
Desespero.
A ânsia voltou com força.
O gosto amargo subiu pela garganta.
—xxxx: Tem um balde aí.
Disse um dos guardas, apontando com desprezo.
— xxxx:Se vomitar no chão, vai limpar. E esse balde também serve pra... outras coisas.
Olhei para o balde.
Velho.
Enferrujado.
E entendi.
Era pra eu fazer minhas necessidades ali.
Ali.
Na frente deles.
Na frente de qualquer um que passasse.
Meu estômago revirou.
Não só pela náusea.
Mas pela humilhação.
Eu podia jurar que vi um rato correndo pelo canto.
Ou dois.
Talvez mais.
Me encolhi ainda mais.
Com medo dos bichos.
Com medo dos homens.
Com medo de mim mesma.
Eles não tiravam os olhos de mim.
Comentavam sobre meu corpo como se eu fosse uma mulher da vida.
Como se eu não tivesse nome.
História.
Dignidade.
O lugar não tinha cama.
Só um colchão velho jogado no chão.
Sem lençol.
Sem travesseiro.
Sem nada.
Me arrastei até ele.
Deitei.
A cela era imunda.
E úmida.
No havia nenhuma janela.
Para a luz do sol.
Entrar.
Não daria para saber o que seria dia ou
Noite.
E a julgar por esses guardas.
Meus dias não serão fáceis aqui.
Não acredito que passarei os restos dos meus dia neste lugar.
Sendo usada por outros homens.
Não.
Não.
E tudo que eu segurei diante de Josh...
Desabou.
Chorei.
Chorei como uma criança.
Como uma mulher quebrada.
Como alguém que não sabia se veria o sol de novo.
Pensei nele.
No toque dele.
No olhar dele.
No amor dele.
E desejei que tudo fosse um pesadelo.
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A segunda esposa
Fan-FictionConta a história do legado da família Beauchamp, uma família de linhagem real , onde a costumes e tradições, como casamento arranjado, e entre outros sendo possível ter um segundo casamento quando a primeira esposa não gerar herdeiros. " como será...
