Capítulo 112

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Josh Beauchamp

O quarto estava em silêncio. 
Mas não era um silêncio vazio. 
Era um silêncio suspenso… 
Como se o tempo tivesse parado para ouvir o próximo suspiro dela.

Any estava imóvel. 
Frágil. 
Pálida como a neve. 
Mas ainda linda. 
Linda como no primeiro dia em que a vi. 
Linda como quando disse sim. 
Linda como quando me deu o nosso filho.

Liam chorava baixinho, aninhado nos meus braços. 
Pequeno. 
Quente. 
Tão vivo. 
Tão nosso.

—Josh :Ei, campeão… 
Sussurrei.
—Josh:Você chegou. 
—Josh:E você é perfeito.

Acariciei seu rostinho com a ponta dos dedos. 
Ele tinha a boquinha dela. 
O nariz dela. 
Mas os olhos… 
Ah, os olhos eram meus. 
E estavam fechados, mas eu sabia. 
Porque ele era a mistura mais bonita que o amor já fez.

Me aproximei da cama. 
Sentei ao lado dela. 
Coloquei Liam sobre seu peito, mesmo que ela ainda não pudesse sentir. 
E encostei minha testa na dela.

—Josh :Você conseguiu, meu amor. 
Falei com a voz embargada.
Você trouxe ele ao mundo. 
Nosso filho. 
Nosso Liam.

O monitor cardíaco apitou mais forte. 
O médico se aproximou. 
E então… 
Ela mexeu os dedos.
Meu coração disparou.

—Josh : Any? 
—Josh: Amor… você tá me ouvindo?

Ela piscou. 
Devagar. 
Como quem volta de um lugar muito distante. 
E quando abriu os olhos… 
A primeira coisa que viu foi ele. 
Nosso filho. 
Nosso milagre.

—Any: Ele…  Ele tá bem?

Falou fraca.

—Josh: Tá perfeito. 

Sorri entre lágrimas.

—Josh:Tá aqui. 
—Josh:Com a gente. 
—Josh:Nosso Liam.

Ela chorou. 
Mas era um choro doce. 
De alívio. 
De amor.

—Any : Eu consegui… 
Sussurrou
—Any: Eu te dei… 
—Any: Seu tão sonhado herdeiro…

—Josh : Você me deu o mundo, Any. 
Beijei sua testa.
—Josh:Você me deu tudo.

Ela olhou para Liam. 
Tocou sua bochechinha com os dedos trêmulos. 
E sorriu. 
Um sorriso que parecia iluminar o quarto inteiro.

—Any: Ele é tão pequeno… 
—Any:Tão lindo…

—Josh: Igual à mãe.

Ela fechou os olhos por um instante. 
Respirou fundo. 
E sussurrou:

—Any: Cuida dele… 
Se eu não aguentar…

—Josh: Ei… 
Falei fazendo uma pequena carícia em seu rosto.
—Josh:Você vai aguentar. 
—Josh:Você é forte. 
—Josh:Você é a mãe dele. 
—Josh:E ele vai crescer ouvindo o quanto você lutou por ele. 
—Josh:O quanto você o amou… 
—Josh:Antes mesmo de vê-lo.

Liam parou de chorar. 
Como se sentisse. 
Como se reconhecesse o coração que o embalou por sete meses. 
Como se dissesse: 
“Eu tô aqui, mamãe.”

—Josh:Bem-vindo ao mundo, Liam.

Sussurrei.
—Josh:Você é a luz que salvou a gente. 

Any abriu os olhos mais uma vez. 
Fracos, mas vivos. 
E me olhou como quem diz: 
“Eu tô aqui.” 
E eu sorri. 
Porque ela estava. 
Ela ficou.

Minutos depois, a porta se abriu devagar. 
E meu pai entrou. 
O ex-rei. 
Mas naquele momento… 
Ele não era nobreza. 
Era só um homem. 
Um avô.

Ele se aproximou devagar. 
Os olhos marejados. 
As mãos trêmulas.

—Ron:Posso… posso vê-lo?

Falou com a voz embargada.

Assenti. 
Levantei Liam com cuidado e o coloquei nos braços dele. 
Meu pai o segurou como se fosse feito de cristal. 
E chorou.

—Ron: Ele é…Ele é lindo. 
—Ron:Tão pequeno… 
—Ron:Tão forte.

Ele olhou para Any. 
E se ajoelhou ao lado da cama.

—Ron:Any… 
—Ron:Eu… 
—Ron:Eu preciso pedir perdão. 
—Ron:Por todas as vezes que duvidei de você. 
—Ron:Por todas as vezes que questionei sua força. 
—Ron:Sua capacidade de gerar um herdeiro. 
—Ron:Eu fui cego. 
—Ron:E injusto.

Any sorriu, fraca, mas sincera.

—Any : Ele é nosso agora. De todos nós.

Sussurrou.

Meu pai assentiu, emocionado.

—Ron: Sua mãe… 
Ela teria amado conhecê-lo. 
Ela sonhava com esse momento. 
Com esse neto. 
Com você, Josh… sendo pai.

Ele me olhou. 
E pela primeira vez em anos… 
Eu vi orgulho nos olhos dele. 
Não como rei. 
Mas como pai.

—Ron: Você se tornou o homem que ela sempre acreditou que você seria. 
E você escolheu a mulher certa. 
Obrigado… por não desistirem.

Ele se levantou. 
Beijou a testa de Any. 
E saiu em silêncio, com os olhos cheios de lágrimas.

Eu voltei para a cama. 
Deitei ao lado dela. 
Liam entre nós. 
E por um instante… 
O mundo inteiro coube naquele quarto.

Any virou o rosto devagar, os olhos ainda pesados, mas vivos. 
Ela me olhou como se quisesse guardar aquele momento para sempre. 
E eu entendi. 
Porque eu também queria.

—Josh : Eu te amo. 

Sussurrei.

—Josh:Com tudo que sou. 
—Josh:Com tudo que tenho. 
—Josh:Com tudo que ainda vou ser.

Ela sorriu. 
Fraco, mas verdadeiro.

—Josh: E eu amo ele. 

Acariciei o cabelinho de Liam.

—Josh:Nosso filho. 
—Josh:Nosso milagre. 
—Josh:A prova viva do que a gente construiu. 
—Josh:Do que a gente superou. 
—Josh:Do que a gente é.

Fechei os olhos por um instante. 
Respirei fundo. 
E deixei as lágrimas caírem sem vergonha.

—Josh : Pela primeira vez… 

Falei com voz embargada.

—Josh:Eu me sinto completo. 
—Josh:De verdade. 
—Josh:Porque agora… 
—Josh:Eu tenho vocês.

Any apertou minha mão. 
E Liam, como se entendesse, soltou um suspiro leve e se aninhou entre nós.

E ali, entre lágrimas, promessas e amor, 
nascia uma nova história. 
A de uma família que venceu a escuridão… 

—Josh: Eu amos vocês..

*****

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A segunda esposa Histórias para pegar e não largar. Descubra agora