Capítulo 98

1K 97 22
                                        

Josh Beauchamp

Acordei com o corpo pesado. 
A cabeça latejava. 
A garganta seca. 
E o gosto da noite anterior… ainda queimava.

O quarto estava em silêncio. 
Mas não em paz.

Me virei. 
E vi.

Sina. 
Ao meu lado. 
Nua. 
Dormindo.

O lençol estava jogado para o lado. 
E o sangue… 
Manchava o tecido como uma assinatura cruel.

Meu coração parou. 
Minha respiração falhou.

A pureza de Sina… 
Havia sido rompida.

E eu… 
Não sabia como voltar atrás.

Meus olhos percorreram o corpo dela. 
Cada curva. 
Cada marca. 
Os roxos no pescoço, nos seios, nas coxas. 
Vestígios do que eu fiz. 
Ou do que fizeram comigo.

Minha mente tentou lembrar. 
E lembrou. 
Dos lábios. 
Da língua. 
Do calor. 
Do colapso.

Eu havia desfrutado daquele corpo. 
E agora… 
Ele carregava minhas marcas.

A culpa me dominou.
Como tudo isso foi acontecer.

Ela se mexeu. 
Acordou devagar. 
Tímida. 
Mas não surpresa.

Se sentou na cama. 
Sem se cobrir. 
Sem dizer nada.

Antes que eu pudesse perguntar… 
Batidas na porta.

Fortes. 
Secas.

Sina se cobriu com o lençol. 
Assustada. 
Mas não arrependida.

A porta se abriu. 
Sem que eu autorizasse. 
Sem que eu reagisse.

Era o pai dela.

— Pai de Sina: Então é isso.

Ele olhou para os lençóis. 
Para Sina. 
Para mim.

— Pai de Sina: Você desonrou minha filha. E agora… não há volta.

Fiquei em silêncio. 
Porque não havia defesa.

— Pai de Sina: Vocês já vivem como casados. Só falta oficializar. Uma cerimônia simples. Em no máximo 48 horas. Antes que a honra dela seja difamada.

Tudo aconteceu rápido. 
Calculado. 
Como se tivesse sido planejado.

E eu… 
Percebi.

Mesmo que não pudesse fazer nada. 
Mesmo que não tivesse escolha.

Eu tirei a pureza de Sina. 
E agora… 
Estava preso a ela.

—Josh: Vocês armaram contra mim.

Ele não se defendeu. 
Nem piscou.

— Pai de Sina :Não importa como aconteceu. O que importa é que aconteceu. Você tirou a pureza da minha filha. E agora… será responsável.

Eu não podia fazer nada. 
A não ser concordar. 
E me calar.

Mandou Sina se vestir. 
Mandou que voltasse para seu quarto. 
Até o casamento.
E saiu.
Para dar espaço para nós.

Sina obedeceu. 
Sem questionar. 
Sem olhar para mim.

Me aproximei dela. 
Ainda tonto. 
Ainda em choque.

A pressionei contra a parede. 
Olhei seu corpo. 
As marcas. 
A pele nua. 
A beleza cruel.

— Josh:Você é linda. Poderia ter qualquer príncipe. Por que… fez isso comigo?

A segunda esposa Histórias para pegar e não largar. Descubra agora