Josh Beauchamp
Demorei a voltar para o quarto. O beijo de Sina ainda queimava em minha memória como uma ferida aberta. Eu não queria que tivesse acontecido, mas aconteceu. E o pior: eu não reagi. Fiquei imóvel, como se meu corpo tivesse me traído. A sensação da língua dela conduzindo a minha, mesmo contra minha vontade, ainda me perseguia. Eu deveria tê-la empurrado. Deveria ter dito “não”. Mas não fiz nada. E agora, a culpa me consumia.
Abri uma garrafa de vinho e bebi até o fim. Cada gole era uma tentativa frustrada de apagar o gosto daquele beijo. Minha mente estava em colapso. A pressão do reino, a doença do meu pai, a perda da minha mãe, a morte do meu filho, o casamento arranjado... e Any. Meu amor. Minha única certeza.
Quando finalmente entrei no quarto, ela dormia. Seu rosto estava sereno, mas havia tristeza ali. As pálpebras inchadas denunciavam que ela havia chorado antes de dormir. Me aproximei devagar, beijei sua testa com delicadeza e sussurrei um pedido de desculpas — baixo demais para que ela ouvisse. Era mais pra mim. Pra minha consciência.
Observei sua beleza por um momento. Mesmo dormindo, ela parecia carregar o peso do mundo. E eu não estava ao lado dela quando ela mais precisou. Me deitei ao seu lado, em silêncio, e deixei o sono me levar.
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Acordei tarde. A cabeça latejava, e o gosto amargo do vinho ainda estava na boca. A primeira coisa que me veio à mente foi o beijo. Eu precisava conversar com Sina. Precisava deixar claro que aquilo não podia se repetir.
Depois de me arrumar e comer algo rápido na cozinha, perguntei a um dos serviçais onde ela estava. Também quis saber de Any. Fiquei aliviado ao saber que ela havia passado a manhã no jardim.
Segui em direção à sala onde Sina estaria, mas no caminho encontrei meu pai.
—Ron: Filho, preciso pedir desculpas pela forma como tratei Any ontem — ele disse, com o semblante mais sério do que o habitual.
Franzi o cenho.
—Josh: O que aconteceu?
— Ron:Pedi que ela fizesse as honras da chegada de Sina. Achei que seria o gesto certo... mas não imaginei que seria tão difícil pra ela.
Senti o sangue ferver.
—Josh: Pai, você sabe o quanto ela está sofrendo. Como pôde fazer isso?
— Ron:Eu errei. E peço perdão. Não pensei nos sentimentos dela naquele momento.
A dor me atravessou. Any conheceu Sina. E eu não estava lá. Decidi que precisava vê-la antes de qualquer coisa. Mas antes que eu pudesse dar meia-volta, Sina apareceu.
— Sina:Boa tarde, Príncipe Josh.
disse ela, com um sorriso encantador.
—Sina:Aceita um passeio?
Hesitei. Mas vi ali a oportunidade de ter a conversa que precisava. Caminhamos até o jardim. Eu não me lembrei que Any estava lá. Não pensei. Só queria resolver aquilo.
Sina se aproximou, segurando meu braço com delicadeza. Começamos a dar voltas pelo jardim, e a poucos metros de distância, sem que eu percebesse, Any nos observava em silêncio.
Fui direto:
—Josh: Sobre ontem... aquilo não pode acontecer de novo. Foi ousado. E eu não gostei.
Sina tentou se justificar:
—Sina: Mas você não reagiu. Não me impediu. Parecia que gostou...
— Josh: Eu fiquei sem reação. Fui pego de surpresa.
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A segunda esposa
FanfictionConta a história do legado da família Beauchamp, uma família de linhagem real , onde a costumes e tradições, como casamento arranjado, e entre outros sendo possível ter um segundo casamento quando a primeira esposa não gerar herdeiros. " como será...
