Capítulo 108

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Any Gabrielly

Saímos da ala médica em silêncio. 
Josh segurava minha mão com firmeza. 
Mas seus olhos… 
Carregavam mil pensamentos.

—Josh: Você precisa descansar. 
Nada de esforço. Nada de tensão. 
E nada de contrariar o médico.

—Any: Eu estou bem, Josh. 
Só quero voltar pro nosso quarto. 
E… se você puder… 
Fica comigo hoje?

Ele parou no meio do corredor. 
Me olhou como se eu tivesse pedido o mundo. 
E entregado o coração junto.

—Josh: Eu fico. 
O reino pode esperar. 
Você, não.

Entramos no quarto. 
Ele fechou a porta com cuidado. 
Me ajudou a deitar. 
Ajeitou os travesseiros. 
Cobriu minhas pernas. 
E sentou-se ao meu lado.

—Josh: Precisa de algo? 
Chá? Almofadas? Um exército?

—Any (sorrindo): Só você. 
E talvez… um pouco de silêncio. 
Mas não muito. 
Só o suficiente pra ouvir sua voz.

Ele riu. 
Aquele riso baixo, rouco. 
Que sempre me arrepia.

—Josh: Então tá. 
Vamos falar sobre o que importa. 
Nosso pequeno.

—Any: Ou pequena.

—Josh: Justo. 
Você já pensou em nomes?

Assenti. 
Mas deixei ele começar.

—Josh: Se for menino… 
Gosto de “Liam”. 
Forte. 
Curto. 
Real.

—Any: Liam…

Saboreei o nome nos lábios. 
E o bebê se mexeu. 
De leve. 
Como se aprovasse.

—Josh: Ele gostou. 
Já tem personalidade.

—Any: E se for menina?

Ele me olhou. 
Com aquele brilho nos olhos. 
O mesmo de quando me viu pela primeira vez.

—Josh: Se for menina… 
Quero que tenha o seu nome. 
Ou parte dele. 
Gabrielly. 
Ou Gabi. 
Ou algo que carregue você.

—Any: Por quê?

—Josh: Porque ela vai crescer sabendo quem você é. 
Vai ouvir histórias sobre a mulher que enfrentou tudo… 
E não caiu. 
Vai saber que nasceu de uma rainha. 
E vai se tornar uma.

Meus olhos se encheram. 
De emoção. 
De surpresa.

—Any: Você sempre sabe o que dizer.

—Josh: Não. 
Eu só falo o que sinto. 
E o que sinto… 
É que esse bebê vai mudar tudo.

—Any: Ele já mudou.

Nos abraçamos. 
Com cuidado. 
Com fé.

—Josh: Seja quem for… 
Liam ou pequena Gabrielly… 
Esse bebê já tem tudo. 
Um lar. 
Um amor. 
E dois pais que dariam o mundo por ele.

Josh me olhou. 
Como se o tempo tivesse parado. 
Como se eu fosse tudo.

—Josh: Você é minha revolução. 
E ele… 
É o nosso legado.

—Any:Eu te amo.

Falei com sinceridade. 
E vi o impacto imediato nos olhos dele. 
Como se minhas palavras tivessem atravessado sua armadura.

—Josh: Não me olhe assim, minha rainha.

Arquei minha sobrancelha.

—Any: como assim?

A segunda esposa Histórias para pegar e não largar. Descubra agora