Josh Beauchamp
Eu matei.
Mas não por vingança.
Não por justiça.
Não por poder.
Eu matei… por amor.
Ela não era uma criminosa.
Não era uma ameaça ao reino.
Mas foi uma ameaça ao que eu construí com Any.
Ao que eu acredito ser o amor verdadeiro.
E isso… era inadmissível.
Eu não suportaria viver uma vida dupla.
Novamente.
Ver Any me olhando com dor.
Com vergonha.
Com silêncio.
Ver outros filhos que não seriam nossos.
Ver outra mulher ocupando o lugar que nunca foi dela.
Ver o nosso amor sendo diluído por protocolos e alianças.
Isso seria tortura.
Pra mim.
Pra ela.
Pra nós.
Mesmo que esse filho não vingue…
Mesmo que o julgamento tire Any de mim…
Eu estava disposto a viver num reino solitário.
Sem herdeiros.
Sem sucessores.
Eu preferiria pôr fim à minha linhagem…
Do que vê-la sofrer.
De novo.
E se ela for tirada de mim…
Se a injustiça vencer…
Talvez eu mesmo me retire do mundo.
Assim que meu pai se for.
Pra não gerar mais desgosto.
Meus planos já estavam arquitetados.
Cada passo.
Cada consequência.
O salão estava em silêncio.
Mas não era paz.
Era pânico.
Era choque.
Era o peso do que eu fiz.
O corpo de Sina jazia no altar.
O vestido branco, agora vermelho.
O chão, manchado.
O reino… em colapso.
Eu estava de costas pra ela.
Não olhei.
Não me virei.
Porque o que eu fiz… não foi por ela.
Foi por quem estava à minha frente.
Any.
De pé.
Na entrada do salão.
Frágil.
Pálida.
Mas firme.
Mesmo com restrição absoluta de repouso.
Mesmo com o bebê em risco.
Ela estava ali.
E isso me rasgava por dentro.
Ela viu tudo.
Ela viu o sangue.
Ela viu o que eu sou capaz de fazer por ela.
Mas será que entendeu?
Será que foi suficiente?
Ou eu acabei de destruir o que sobrou do nosso amor?
Comecei a caminhar.
Lento.
Cada passo pesava como uma sentença.
Mas então…
Os gritos vieram.
—Pai de Sina: Ela está morta.
—Mãe de Sina: Nãoooo. Nãooo.
— Pai de Sina: Ele a matou! Matou minha filha!!
— Pai de Sina: O matem agora!
Os guardas do reino de Sina se moveram.
Rápidos.
Armados.
Com ódio nos olhos.
Eles vão atacar.
Eles vão tentar me punir.
Mas eu sou o príncipe.
E eles… não podem fazer nada.
Eu sorri.
Irônico.
O que eles poderiam fazer contra mim?
Antes que qualquer um se aproximasse, Noah se posicionou.
Meu guarda.
Meu sombra.
Meu escudo.
—Noah: Ninguém toca no príncipe.
Os guardas do meu reino reagiram.
Se moveram como uma muralha.
Cercaram-me.
Defenderam-me.
Mas os guardas do conselho hesitaram.
Eles não eram meus.
Estavam ali para testemunhar.
Para julgar.
E então…
A voz que me destrói veio.
—Any: Josh!
Meu coração parou.
Ela estava vendo tudo.
Ela estava no meio disso.
E o bebê…
VOCÊ ESTÁ LENDO
A segunda esposa
FanfictionConta a história do legado da família Beauchamp, uma família de linhagem real , onde a costumes e tradições, como casamento arranjado, e entre outros sendo possível ter um segundo casamento quando a primeira esposa não gerar herdeiros. " como será...
