Capítulo 95

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Josh Beauchamp

Depois de minha curta conversa com meu pai, o rei.
Sai frustrado de sua sala. Pretendia ir a cela ver minha amada, minha pequena.
Ver se ela já havia comido.
Se ela está bem.
Ou melhor.

Mas havia algo que eu precisava resolver. 
Algo que, por mais que eu quisesse ignorar, ainda era minha responsabilidade.

Taylor.

Minha primeira esposa. 
Minha ruína.

O corpo dela ainda estava sob custódia real. 
E como príncipe, cabia a mim decidir onde seria velada. 
Como seria sepultada. 
Com que honrarias seria lembrada.

Todos esperavam um enterro digno. 
Um velório com flores, véus, discursos. 
Talvez até ao lado da minha mãe, no cemitério real. 
Ou que eu devolvesse o corpo aos pais dela, para que chorassem em paz.

Mas não.

Não haveria véus. 
Nem flores. 
Nem discursos.

— Josh: Enterro imediato. Sem cerimônia. Sem despedidas.

O encarregado me olhou como se não tivesse entendido. 
Mas eu não repeti.

Taylor seria enterrada como uma criminosa. 
Sem honra. 
Sem nome. 
Sem lugar entre os justos.

Ela destruiu tudo. 
Meu filho. 
Minha mãe. 
Any. 
E parte de mim. 
O que restou… não merece chorar por ela.

Assinei os papéis. 
Dei as ordens. 
E saí.

O peso não era dela. 
Era meu. 
Mas eu não carregaria mais.

Agora, eu só queria vê-la. 
Any. 
Minha luz no meio da lama.

Eu estava a caminho da cela. 
Cada passo me aproximava dela. 
Do seu cheiro. 
Do seu olhar. 
Do único lugar onde meu coração ainda fazia sentido.

Mas o destino, como sempre, tem mãos sujas e dedos longos.

— Sr. Edmundo: O rei exige sua presença. Imediatamente.

Edmundo. 
Conselheiro do meu pai. 
Frio como pedra. 
Leal como aço.

Se ele veio até mim… não era algo que eu pudesse evitar.

Suspirei. 
Olhei para o corredor que levava à cela. 
E virei para o outro lado. 
Para o castelo. 
Para o trono. 
Para a prisão invisível que chamam de dever.

Caminhei ao lado de Edmundo. 
Um guarda nos seguia. 
Postura reta. 
Olhos atentos. 
Leal ao meu pai. 
Não a mim.

Edmundo não era diferente.
Sempre leal.
Ao meu pai.
E ao reino.
Que breve eu reinarei.
E pretendo ter Noah, como meu conselheiro.
Ele tem se mostrado leal.
A mim.
Independente da coroa.

Chegamos ao escritório do rei. 
Portas altas. 
Madeira escura. 
Silêncio carregado.

Edmundo abriu. 
E lá estavam eles. 
Um casal. 
Elegantes. 
Sorridentes.

Os pais de Sina.

Pelo jeito… não vou escapar de conhecê-los.

— Ron: Estes são os pais de Sina. Seus futuros sogros.

Futuros. 
Não por minha vontade. 
Mas pela do reino.

Fui educado. 
Afinal, eles não têm culpa do caos que é minha vida.

Cumprimentei. 
Sorriso contido. 
Olhar vazio.

A reunião começou. 
E eu… fiquei calado. 
Enquanto discutiam meu casamento indesejado como se fosse uma transação comercial.

A segunda esposa Histórias para pegar e não largar. Descubra agora