Capítulo 102

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Josh Beauchamp

Carreguei Any nos braços. 
Enquanto o reino… 
Assistia em silêncio.

Mas não a levei para nossos aposentos. 
Não ainda. 
Ela estava fraca. 
O bebê em risco. 
E eu… não podia perder mais nada.

A ala médica improvisada estava um caos.
Guardas cercavam o corredor. 
Médicos aguardavam em alerta. 
Mas quando me aproximei… 
Todos ficaram em silêncio.
Temendo.

—Josh: Como vocês permitiram que ela se levantasse? 
—Josh:Ela está em estado crítico! 
—Josh:Ela não deveria ter dado um passo sequer!

Os médicos se entreolharam. 
Tensos. 
Assustados.

—Medico: Ela é teimosa. Eu não autorizei que levantasse. Mas ela foi.

Cerrei meu olhar.

—Medico: lamento, não irá mais acontecer.

—Josh: Se meu filho não sobreviver… 
—Josh: Alguém vai pagar com a vida. 

Any não disse nada. 
Não me interrompeu. 
Ela sabia que eu estava falando sério.

Coloquei-a na cama. 
Com cuidado. 
Com zelo. 
Como quem segura o que resta de si.

Ela se ajeitou. 
Mas não parecia confortável.

—Any: Eu não quero ficar aqui por muito tempo.

—Josh: Logo você estará no nosso quarto. 
—Josh:Comigo. 
—Josh:Como deve ser.

Ela hesitou.

—Josh: qual o problema ?
 
Olhou para mim. 
E então… perguntou.

—Any: Foi… na nossa cama?

A pergunta me atingiu como uma lâmina. 
Eu sabia exatamente o que ela queria dizer. 
Onde eu e Sina nos deitamos. 
Onde eu tirei a pureza dela.
Onde eu desfrutei de um corpo.
Que não era o dela.

—Josh: Foi.

Any desviou o olhar. 
O desconforto era visível. 
E justo.

Ali eu entendi.
Aquele quarto.
Não era mais.
Nosso lar.

—Josh: Não vamos voltar pra lá. Eu prometo.

Ela assentiu. 
Com os olhos. 
Com o coração.

Aquele quarto… 
Carrega a morte de Taylor. 
A honra de Sina.
Sobre os lençóis.

Mancharam nossos
Momentos felizes que vivermos.
Ali.
Agora só havia sofrimento.
Para lembrar.

—Josh: Vou preparar um novo quarto. 
Pra nós. Nós precisamos de um recomeço.

Ela não respondeu. 
Mas respirou fundo. 
Como quem aceita. 
Como quem precisa.

—Josh: Descanse. 
—Josh: Eu preciso resolver algumas pendências.

Ela me segurou pelo braço. 
Fraca. 
Mas firme.

—Any: E… meu julgamento?

—Josh: Ninguém vai te tocar. 
—Josh:Ninguém. 
—Josh:Só eu tenho esse direito.

Ela deu um pequeno sorriso.

— Josh: Eu preciso ir.

Me curvei para beijar
Sua boca.
Mas ela desviou.

Por alguns segundos fiquei desestabilizado.
Surpreso.
Doeu
Em mim

Mas compreendi.
Levaria um tempo
Para ela me
Perdoar.
Totalmente.

Hesitei.
Mas beijei.
Sua testa.

—Any: Desculpa. Mas...

— Josh: Está tudo bem. Não quero te pressionar, serei paciente.

— Any: obrigada.

— Josh: Ficarei a sua espera. Quando estiver pronta para recomeçar. Apenas me beije.

Ela assentiu.
E eu desejei.
Que seu coração.
Me perdoasse.
De pressa.

—Josh: Eu te amo.

Saí da ala médica. 
Voltei aos meus aposentos. 
Tirei as roupas. 
Entrei no banho. 
E deixei a água levar o sangue de Sina. 
Impregnado na minha pele. 
Na minha alma.

Chamei os serviçais. 
Ordenei que preparassem um novo quarto. 
Para mim e Any. 
E que isolem o antigo. 
Ninguém entra. 
Ninguém toca.

Nos corredores… 
Já se ouvia os murmúrios.

" Ele matou a noiva."
" Dizem que o chamam de, rei louco."

Eu ignorei. 
Porque louco… 
É quem ama demais.

Fui até meu pai. 
Ele estava em seus aposentos. 
Com o semblante firme.

—Josh: A execução?

—Ron: Já foi feita. 
Os pais de Sina… não vivem mais.

Assenti. 
Alívio. 
Mas não paz.

—Josh: E o julgamento de Any? 
—Josh :Eles já têm resposta?

—Ron: Ficaram intimidados com sua postura. 
—Ron:Resolveram adiar o veredito.

—Ron: E ela? 
—Josh: Está bem. O bebê também.

—Josh: E minha coroação?

—Ron: Está marcada. O conselho está enrolando, querem decidir o destino de Any primeiro.

Assenti. 
Mas antes de sair… 
Um serviçal entrou.

—Serviçal: O conselho está aqui. 
Querem ser ouvidos.

—Josh: Que entrem.  E ninguém me tire daqui.

Seis conselheiros entraram. 
Quando me viram… 
Se intimidaram.

Mas um deles falou.

—Conselheiro: O veredito está em desacordo.  Estamos divididos sobre o destino de Any.

—Josh: Pensei que já tivesse deixado claro… 
—Josh:As consequências de quem ousar contra a vida da minha rainha.

Um deles me enfrentou. 
Olhou nos meus olhos. 
Desafiou.

— xx: Ela precisa ser executada...

Eu não pensei duas vezes.
Retirei a espada de um dos guardas a postos e cortei sua garganta.
Tirei sua vida ali. 
Na frente dos demais.
Seu sangue esguichou
Sobre a mesa.

Os demais conselheiros recuaram. 
Em suas palavras.
Um deles caiu de joelhos. 
Outro desviou o olhar, pálido. 
Nenhum ousou falar. 
Nenhum ousou respirar alto.

—Josh: Acho que agora deixei  mais claro. 

Limpei a espada como uma ameaça visível.

—Josh:Eu estou disposto a matar um por um… 
—Josh:Se for preciso.

O silêncio permaneceu. 
O medo se instalou.

—Josh: Outra coisa. Eu  exijo..

— Josh :Que minha coroação seja ainda hoje.

Porque quando a coroa for colocada… 
Todos saberão : a vida da minha rainha será o limite entre o reino e o caos.

*****

(Até o próximo capítulo não esqueçam de comentar e votar 😌)

A segunda esposa Histórias para pegar e não largar. Descubra agora