Josh Beauchamp
Eu vi.
Tudo.
Meus punhos se fecharam.
O sangue subiu como fogo.
E a única coisa que restou em mim… foi fúria.
— Josh:Eu vou matar um por um.
A coberta que eu havia trazido, escorregou da minha mão.
Ela estava ali.
Sozinha.
E quase…
Noah, meu novo guarda real, estava atrás de mim.
Escolhido a dedo.
Leal.
Letal.
Ele deu um passo à frente, já puxando a espada.
— Noah: Senhor, permita-me executar esses vermes.
Falou frio.
Sem hesitação.
Noah é implacável.
Mas para mim.
Era questão de
Honra.
— Josh: Não.
Ele me olhou, confuso.
Mas obedeceu.
Eu tomei a espada de suas mãos.
Fria.
Pesada.
Perfeita.
Mas antes…
Antes da lâmina…
Eu precisava saber.
O medo me atravessou como uma lança.
E se eu tivesse chegado tarde?
E se eles já tivessem feito?
E se minha pequena…?
A dúvida era cruel.
Insuportável.
Olhei para ela.
Any estava encolhida.
Tremendo.
Os olhos perdidos.
Os guardas soltaram seus braços.
O da frente subia as calças às pressas, tentando esconder o que estava prestes a fazer.
Me aproximei dele.
Sem espada.
Só punho.
— Josh: Você encostou nela?
Ele tentou recuar.
Não teve tempo.
Meu punho encontrou seu rosto com toda a força que eu tinha.
O som do impacto foi seco.
Ele caiu contra a parede, cuspindo sangue.
Me virei para Any.
Ajoelhei.
Olhei nos olhos dela.
— Josh: Eles… fizeram?
Ela demorou a responder.
E meu coração palpitava temendo o pior.
Mas então, com a voz trêmula, firme o suficiente para me manter de pé:
— Any: Você...chegou a tempo.
Meu coração disparou.
A fúria ainda queimava.
Mas havia alívio.
Profundo.
Doloroso.
Eu respirei.
Uma vez.
Só para não explodir.
Então me levantei.
Olhei para os outros guardas.
Os que estavam a segurando.
Quando entrei.
O primeiro tentou correr.
A lâmina cortou o ar.
E depois, a garganta.
O segundo caiu de joelhos, implorando.
Não houve resposta.
Só aço.
Mas o terceiro…
O que estava à frente de Any.
O que estava prestes a tocá-la.
Esse… eu deixei por último.
Ele tremia.
O olhar desesperado.
— Josh: Noah, segure-o.
Noah o agarrou com firmeza.
Empurrou-o contra a parede.
O homem chorava.
Implorava.
Mas não havia mais espaço para piedade.
Eu me aproximei.
Olhei nos olhos dele.
— Josh: Você achou que ela estava sozinha?
Levantei minha espada em sua garganta e pressionei não o bastante para mata-lo, mas o suficiente para fazê-lo sangrar.
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A segunda esposa
Hayran KurguConta a história do legado da família Beauchamp, uma família de linhagem real , onde a costumes e tradições, como casamento arranjado, e entre outros sendo possível ter um segundo casamento quando a primeira esposa não gerar herdeiros. " como será...
