Todos os dias de manhã, à tarde e à noite um funcionário chamado Dobby que trabalhava na cozinha vinha nos trazer comida. Ele era pequeno e tinha cara de elfo, não aqueles bonitos como os de jogos, e sim aqueles que apareciam nos filmes de bruxos, com os olhos verdes e enormes e um rosto bondoso. Quando cheguei ele já era amigo de Harry, Ron e Mione, então foi muito fácil convencê-lo a levar um bilhete escondido para Neville e contar da nossa verdadeira situação. O bilhete foi respondido dias depois com uma data sussurrada: 24 de dezembro, o dia da festa de natal. O que aquilo significava? Eu não sei, mas se meus cálculos estivessem corretos nós descobriríamos hoje.
-O que será que ele quis dizer com 24 de dezembro?
-Se você não calar a boca não vamos ter a chance de descobrir Rony.
-Desculpa Mione, eu só estou curioso.
-Nós também, mas nem por isso saímos berrando isso por aí.
-Por favor não briguem. – Pedi.
Rony e Hermione brigavam muito. No fundo eu sabia que aquilo tudo era fruto de um sentimento mais profundo: O amor. Enquanto eles discutiam baixo me afastei de ambos e fui para perto de Harry, que estava pensativo em um canto próximo à parede.
-No que está pensando?
-Em toda essa confusão... Como as coisas se tornaram assim tão complicadas? E também... Gina, será que ela está segura?
-Bom... Sobre esta confusão em que a escola se encontra também não posso lhe dar respostas, mas sei que a Gina está bem.
-Ela é tão teimosa... Pode se meter em problemas.
-Eu sei que ela é teimosa, mas também é muito inteligente e sabe a hora de parar. Isso vai mantê-la segura, eu tenho certeza.
-Eu espero que sim Luna...
-Você gosta dela não é? – Neste momento Harry ficou mais vermelho que o cabelo do Rony e eu sorri.
-C-claro... Ela é uma ótima amiga. Todos gostamos dela.
-Não foi essa minha pergunta Harry.
-E-eu... Sim... Mas ela é irmã do Rony.
-Melhor que ela esteja com você, que é de confiança do que com Dino ou qualquer um desses meninos com quem ela anda.
Ao citar os garotos percebi que Harry cerrou os punhos, que fofo, ele estava com ciúmes dela. Esperei alguns minutos pela sua resposta, ele nada disse, então eu apenas me levantei e acrescentei:
-Ela sempre gostou de você, mesmo com os outros é você que ela ama.
Dizendo isso dei as costas a ele e fui me sentar perto das grades, onde Dobby apareceria em breve com nosso almoço. Passados alguns minutos ouvi os passos vacilantes dele, era característico de Dobby andar de maneira espalhafatosa para nos alertar de sua presença, assim logo meus companheiros de cela, e olha que nunca pensei que teria companheiros de cela, se juntaram a mim, tentando ver o homem antes que ele se aproximasse completamente.
Eu sorria para ele, mas o sorriso logo se desfez quando vi a expressão de medo em seu rosto.
-Dobby o que foi?
Ele apenas acenou com a cabeça que não, deixou os quatro pratos de comida e se retirou, tão silenciosamente que nós quatro pudemos apenas nos entreolhar e engolir em seco, pois sabíamos que nada de bom viria depois do silêncio do tão falante Dobby.
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#Conectadas
FanfictionDizem que amizade verdadeira está cada vez mais difícil de encontrar. E que quando a encontramos, devemos agarra-la com unhas e dentes. Entretanto, o que fazer quando você a encontra do outro lado do país? Em um mundo onde a modernidade alterou tod...
