48 - Tris Prior

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Abri meus olhos lentamente, o que estava acontecendo? Me sentia desorientada, levantei e constei que esse movimento não era uma boa ideia, uma dor terrível me acometeu, minhas costelas doeram e minha cabeça junto, eu não sabia com o que deveria me preocupar primeiro.

- Ei, ei, vai com calma – falou uma voz profunda e ressonante, uma voz que eu conhecia, olhei na direção da voz e meu coração disparou, lá estava ele. Quatro aproximou-se e sentou na beirada da cama onde eu estava, ele não estava usando as roupas que usualmente usava como nosso instrutor, ele vestia uma camiseta regata branca que... Ah meu deus! Dava para ver os músculos de seus braços e isso era tão... Eu não sabia o que dizer, talvez "de tirar o folego" como Annabeth descreveria. Uma calça preta e eu não reparei bem, mas ele parecia estar descalço?

- Onde estou? – perguntei virando minha cabeça para olhar ao redor, eu não poderia ficar olhando demais para ele, não parecia a coisa certa a se fazer. Meu coração ficava muito descontrolado quando eu fazia algo assim.

Ao olhar ao redor, me senti desorientada, eu não estava em algum lugar conhecido, tão pouco parecia que estava de volta ao quarto do hotel fazenda. Eu estava em uma espécie de loft, eu podia ver a sala, uma cozinha, uma varanda e a porta de algo que deveria ser um banheiro, apenas lofts tinham esse espaço aberto, uma casa inteira em um único espaço.

- Você está no meu apartamento – ele respondeu calmamente, voltei a olhar em sua direção, havia uma expressão tranquila em seu rosto.

- O que...? Como eu...? – eu tinha tantas perguntas que não conseguia sequer formular apenas uma, me mexi e fiz uma careta de dor.

A última coisa que me lembrava, era de Peter tentando me enforcar, Quatro me salvando e então nada...

- Acalme-se eu explicarei. Agora apenas permaneça quieta, costelas não se curam facilmente e nem de um dia para o outro – ele falou com um quê sarcástico – Deixe-me ajudá-la – ele levantou-se e ajeitou alguns travesseiros em minhas costas, recostei vagarosamente para minimizar a dor.

- Estou ficando impaciente, eu não entendo o que estou fazendo aqui – falei me sentindo inquieta, porque eu estava no apartamento dele e não no hotel? Olhei em direção a janela, parecia dia lá fora...

- Tome os remédios antes – falou Quatro levantando-se e caminhando em direção ao balcão de sua cozinha, ele mexeu em algo, estava de costas para mim e eu não poderia me mexer muito, não sem sentir minha cabeça doer, aliás eu não saberia dizer se a cabeça ou as costelas me causavam mais dor.

Ele virou-se em minha direção novamente, estava segurando um copo com água e em sua outra mão ele trazia um desses copos plásticos que as pessoas costumavam usar para tomar café. Não que meus pais usassem esses copinhos, mas eu já vi vários professores no colégio tomarem café nesses copos.

Quatro parou sentando-se na ponta da cama ao meu lado e me entregou os dois copos, o copo plástico continha alguns remédios.

- Foram prescritos para ajudar na cura das suas costelas, sua cabeça não tem nada demais, apenas um galo – ele comunicou.

- Prescritos? Fui ao médico? – perguntei enquanto tratava de tomar os remédios.

- Basicamente sim, quando eu a encontrei e você desmaiou, eu a levei rapidamente até a enfermeira que sempre nos acompanha nas atividades externas – ele explicou e eu o olhei com curiosidade, essa era nova, eu nem sabia quem era essa pessoa.

- Nunca soube ou vi essa pessoa – comentei.

- Ela vai com o carro dela, mais tarde. Para não ter que acordar tão cedo – ele explicou.

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