Manuela

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Eu acaricio sua barba, enquanto seus dedos se divertem em meus cabelos.

- Me fala mais sobre essa prática. – digo com suavidade, acalmando meu coração, ainda um pouco acelerado e tentando manter a temperatura normal do meu corpo.

- O BDSM apesar de ser uma única sigla ela abrange grandes e específicos significados.

- Hum... 

- O "B" é bondage que significa amarrar, dar uns tapas...

- Que é nosso caso.

- Sim... D é Disciplina, submissão e dominação.

- O que aprendi hoje...

- Correto... – Ele sorri. – Já o é S é sadomasoquismo é sentir prazer na dor, que é o caso das submissas. Já o Masoquismo é sentir prazer proporcionando a dor, que é o caso do dominador.

- Então nos enquadramos na sigla como um todo?

- Sim. Mas antes de tudo isso tem que ser acordado entre o casal, ou a pessoa que se dispõe em apenas praticar não afim de fazer sexo, apenas por satisfação.

- Pera aí, tem gente que pratica e não faz sexo?

- Sim. É um pouco confuso pra quem sempre fez baunilha e entra de cabeça nesse mundo.

- Baunilha? Estou um pouco atrasada nesse assunto. Li um livro sobre, ele têm até algumas cenas fortes e duras, sabe? E sempre rola sexo, mas não é tão moderno assim. Isso pra mim é um pouco novo. 

- Isso realmente existe, mas novos termos, acessórios foram se enquadrando no BDSM. Como esse termo "baunilha", denominamos assim quem não pratica o BDSM, que faz o sexo comum.

- Então desde que nos conhecemos você se tornou um baunilha?

- Bom você não era praticante, o que me tornaria um idiota tentando manter essa pratica com você, porém, depois você permitiu que eu te batesse em um nível no qual você sentia e sente prazer, nós nos tornamos um casal bondage.

- Mas me explica uma coisa, você disse que tem pessoas que só praticam apenas pela satisfação, sem chegar no sexo, isso existe entre casais?

- Sim... apenas pratica, sente prazer e tal, mas por muitas vezes não vê necessidade em trepar. E não só casais que praticam, pessoas aleatórias também, que frequentam clubes, redes sociais sobre o assunto, amigos em comum, por muitas vezes contratam uma dominadora ou submisso. Assim como tem casais que passa a praticar o BDSM na cama e, ou fora dela. 

- Imagine... como se fosse pular de paraquedas, sobe até a altura exata e acaba não pulando.

- No meu caso acabo sempre fodendo. - Sorrio com a sua autenticidade.

- E tem níveis e tal?

- Isso indifere Manu, vai depender como a submissa gosta que o dominador conduza.

- E o que você tem pra mim?

- Antes de mais nada, todo dominador tem o safeword, que na verdade é uma palavra de segurança que ele passa para submissa.

- Devo usar essa palavra quando me ferir fisicamente?

- E psicologicamente. Hoje talvez você ficou um pouco assustada como te tratei, a demora que causei, então sim, a safeword pelo menos pra mim, pode ser usada nesses casos.

- Mas tem dominador que não permite?

- Sim, assim como tem submissos que aguentam um nível de dor imensurável... – Ele exemplifica.

Escolha (LIVRO UM) - EM REVISÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora