O evento está quase terminando e uma boa parte dos convidados já se foram. O Gustavo ainda está comigo, me fazendo companhia.
Após nossa conversa no jardim percebi que ele está querendo levar essa "relação" adiante, mas eu não. O meu sentimento não é o mesmo do dele, quer dizer até a cláusula que cita o sexo livre e descomprometido. Um cara bacana como ele merece uma mulher que goste de compromissos sérios, desde que aceite sua profissão nada convencional pra que leve isso adiante. A questão que está fervilhando minha cabeça é, não sou essa pessoa e me sinto desleal em usar e abusar do seu lindo corpo apenas para minha satisfação sexual. Eu não gostaria que fizessem isso comigo, e não acho justo eu, Daniela fazer.
- Ei, quer uma carona? - Ele diz dando um sorriso de lado.
- Acho melhor não. - Respondo e analiso seu rosto. Talvez me distanciar seja o melhor.
- Ok. – É notório sua insatisfação na minha resposta. Ao abaixar sua cabeça, parece que estou dando um fora em um menino, partindo seu coração em mil pedaços. - Então... - Ele aponta para a entrada. - Vou indo.
- Tá... - E nos encaramos, ele na expectativa que eu fale para ficar e eu com... pena. Ele percebe que nada irá fazer com que eu fale "Fique", então ele começa a caminhar para trás, para me observar, talvez numa relutância em ir embora ou "Qualquer sinal é o bastante para ficar".
- Gustavo...
- Sim. - Seu sorriso é tão puro que derreteria qualquer coração. Menos o meu.
- Sei que fui chata... – Digo me aproximando dele. – Insistente, até demais. Mas a proposta para que pelo menos conhecer a agência, saber como funciona, será bem bacana pra você. Daí você pensa se é viável ou não.
- Pensarei a respeito. Ah sua amiga e o Cris, te mandaram um beijo antes de irem embora.
- Obrigada. – Forço um sorriso. Por mim esta noite terminaria em sexo. – Pensa com carinho tá? Digo por experiência própria, qualquer coisa me liga. Você tem meu número?
- Sim. – Mal ele sabe o mega esforço que estou fazendo para não pular em seu colo e beijá-lo feito uma louca.
- Tchau. – E dou um beijo em sua bochecha.
- Tchau Dani. – Ele sussurra ao pé do meu ouvido. "Daniela você é mais forte que isso, resista".
Tenho que admitir que pela primeira vez, de todas as pessoas que já me envolvi me sinto mal por ter que me afastar do Gustavo, mas não não tem nem lógica. Seu papo e sua companhia são boas? Sim, o sexo nem se fala, mas amarrar meu cavalinho agora nem rola, mas isso se chama pena, e já já passa. Ele além de lindo é talentoso e terá alguém à altura.
- Está tudo pronto. - Grita a Tamires, uma das modelos. Dou um sobressalto.
- Tá ok, ainda não sou surda. - E dou risada, um pouco assustada ainda.
- Desculpa. - Ela ri também.
Caminho até o backstage do evento onde estão todos os modelos.
- E ai galera, estão cansados?
- Muito. - Todos dizem em um coral.
- Hoje foi correria, mas espero que tenham se divertido. Ouvi só elogio de vocês, bom trabalho. – Bato palmas e todos me acompanham. - Estão liberados para irem para suas respectivas casas e descansarem. - Eles comemoram, conversando e comentando entre eles, mas o burburinho é tão alto, que até parecem que o som do DJ ainda está rolando. - Ei. - Eu grito. - Não terminei. Vocês tem job na semana que vem. Quero todo mundo com a pele de pêssego e com energia à mil. - Todos em silêncio. - Está bem, podem ir. - Todos riem e saem às pressas, eu dizendo estas coisas pareço a tia velha solteirona querendo dar bronca nos sobrinhos mexelhões.
Chamo um táxi e vou direto para minha casa.
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Escolha (LIVRO UM) - EM REVISÃO
RomancePLÁGIO É CRIME CONFORME A LEI DE Nº 9.610/98 Três amigas inseparáveis e completamente diferentes em suas personalidades se vêem juntas em um encontro inusitado e surpreendente: Manuela com seu jeito doce e espontâneo, buscando sempre algo que seja d...
