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Capítulo 14

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O dia amanheceu e minha mente estava aos poucos voltando ao eixo, as informações estavam sendo mais claras na minha mente.

-Filha, oque aconteceu?- minha mãe diz entrando no quarto.

-Não me faz muita pergunta.-digo virando meu rosto de lado.- Minha mente está muito confusa ainda.

-Tudo bem meu amor, fiquei desesperada quando a recepcionista me ligou dizendo que sofreu um acidente.- ela beija meu rosto.

-Quem é o rapaz?- ela pergunta

-Ele quem me trouxe pra cá mãe.-fecho meus olhos, já que estão sensíveis de tanto exame que tive que fazer.

-Médica, como ela está?- Gui pergunta ao se levantar

-Olha, vamos deixar ela em observação hoje só pra ter certeza, no final do dia passamos todas informações a vocês, certo? Mas não se preocupem, ela vai melhorar.

Minha mãe saiu e o Felipe entrou no quarto.

-Anna, você tá bem?- Ainda com os olhos fechados, confirmo que sim com a cabeça.

-Obrigado Guilherme, por estar do lado dela!-eles se cumprimentam com a mão.

-Por nada!- ele diz saindo do quarto.

-Você tá bem mesmo?-ele pergunta

-Sim, eu tô bem!-do um sorriso forçado.

-Não posso demorar, tenho que voltar ao trabalho, promete me ligar caso sinta qualquer coisa?- faço sinal de legal com a mão e o mesmo sai.

-Anna.- ouço uma voz grossa adentrando o quarto.-Não!-grito ao perceber que era o João.

-Sai!-digo firme.

-Só quero saber se está bem!

-Sai!!!!-grito e entra alguns médicos solicitando que ele se retire do quarto, alguns aparelhos começaram a apitar, provavelmente pela oscilação dos meus batimentos, já que tomei um susto e ele acelerou muito.

-O que houve?-Gui diz entrando no quarto.

-Ele, o João...-digo antes de adormecer com o calmante que a médica aplicou.

Ao abrir meus olhos vejo que o Gui está deitado ao meu lado no sofá.

-Oi!-digo com a voz bem baixa.

-Anna, eu queria te pedir desculpas!-encaro ele e do um sorriso.

-Não precisa me pedi desculpas, eu realmente fui errada, deveria ter te contado antes.-digo ainda com a voz meio fraca dos sedativos.

-Gui, eu vou ter que ir com a minha mãe.

-Anna, fica na minha casa, é mais seguro.

-Obrigada, o João te viu?-pergunto receosa.

-Aquele miserável não estava mais aqui quando cheguei, tentei ir atrás dele, mas sem sucesso.

-Que bom! Eu preciso voltar pra casa e resolver isso, tô sentindo um pouco de dor e a minha mãe pegou alguns dias pra cuidar de mim.

-Tem certeza?- confirmo com a cabeça.

Passei o dia em observação e o Gui ao meu lado, pegando sempre na minha mão, colocou um filme na televisão do hospital, ficamos lá assistindo e a médica voltou aplicando alguns medicamentos.

Meu corpo estava muito dolorido e alguns machucou aparente. A noite demorou a passar e a comida do hospital era horrível, mas ainda assim, me sentia segura.

Os seguranças me informaram que o João tentou entrar novamente no hospital e que eles impediram. Perguntou se eu queria denunciá-lo, mas neguei, sei que não daria em nada, só me prejudicaria ainda mais. Apaguei que nem percebi, esses medicamentos me apagam de um jeito.

-Bom dia!-ouço uma voz feminina, era a minha mãe.

-Bom dia!- digo com voz ainda de sono.

-Você já está de alta meu amor, vamos pra casa! O João está lá fora aguardando pra nós levar de volta.-sinto um frio na barriga.

-Mãe, oque o João está fazendo aqui?-pergunto.

-Não temos dinheiro pra táxi, ele veio nos levar. Ele me disse que não estavam deixando ele entrar, qual problema?- ela pergunta

-Não sei!-digo

-Deveríamos reclamar com a administração!-nego

-Só quero ir embora, vamos!-digo me levantando e ao me levantar percebi que tinha uma carta embaixo do travesseiro.

"Linda, sua mãe chegou e precisei ir, se cuida, me liga quando chegar, não gosto da ideia de voltar pra lá, mas confio em você! E sobre oque me disse aquele dia, eu também estou apaixonado por você!"- um sorriso brotou em meu rosto, senti meu coração acelerar de uma forma boa.

-Tá rindo de que?- minha mãe pergunta

-Tava lembrando de algo!-digo guardando o papel.

Ao sair de lá, me deparo com o João e alguns homens ao lado dele.

-Bom que saiu meu amor!-ele me rouba um selinho.

Entrei no carro e fiquei calada, ouvir minha mãe conversando com esse desgraçado de uma forma em que ela admira ele, me subiu uma ira, por ela não saber tudo que ele faz comigo. Minha cabeça ainda doía bastante, nos exames deu tudo normal, mas a médica me disse que poderia ter algumas confusões ao longo dos sete primeiros dias.

Caso com o policialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora