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Capítulo 22

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Deitei na cama e não demorou a dormir, por mais que tivesse pensando no meu irmão, meu corpo estava exausto e apaguei em instantes. Ao me levar fui direto ao banheiro e fui tomar um banho, senti um peso, uma sensação estranha e corri ao hospital.

-Oque houve? Onde está indo?-Gui pergunta

-Indo ver meu irmão, eu tô com medo!-digo andando e ele vem atrás de mim.

Pegamos o carro dele da garagem e seguimos ao hospital.

-Você não precisava vim.-digo encarando o mesmo

Entrei correndo no hospital e avisto a minha mãe chorando descontroladamente.

- Mãe? O que houve? Não fica assim, ele vai melhorar!-digo abraçando a mesma e chorando junto a ela, não aguentei a ver nessa situação.

- Filha.-ela da uma pausa dramática em meio ao soluço.- O Felipe se foi!-meu coração parou nesse momento.

- Mentira!-digo segurando na parede e um filme passava na minha mente, nossos momentos, tudo que ele fez por mim. O Guilherme sempre foi aquele irmão mais velho super protetor, a minha vida sempre foi leve com ele ao meu lado. - Não, não, ele não se foi-!! - grito chorando .

-Anna, se acalma!-Gui diz me prendendo em seus braços.

-Filha, não faz isso, por favor!-a mesma diz sentando na cadeira.

-Aquele desgraçado acabou com minha vida, era tudo que ele queria, ele me disse isso, que queria me ver sofrer em vida, ele matou meu irmão!-grito me ajoelhando no chão.- Ele ia te matar mãe, ia matar o Gui, a Any, eu odeio esse babaca!!-digo soluçando.

Não conseguia raciocinar, o velório do Felipe vai ser amanhã pela manhã. Não consigo parar de chorar e me sentir culpada.

A minha mãe colocou uma roupa toda preta e coloquei um vestido longo preto, o Guilherme pôs um terno escuro. Ainda não acredito que ele se foi, tomei vários remédios e no momento me encontro dopada, meio lerda e o Guilherme ao meu lado me segurando. Falamos as últimas palavras e ao vê-lo naquela situação, partiu meu coração e não aguentei, desmaiei e o Gui me levou para seu apartamento.

****

Passou um ano desde o último ocorrido, meu irmão faleceu e até hoje choro ao me lembrar do ocorrido, durante todos esses meses minha mãe teve que ficar internada em uma clinica de apoio e isso me machucou por inteiro, eu tive que passar alguns dias internada também, pois não tava aguentando de tanta dor, o Guilherme esteve ao meu lado em cada momento, ainda me dói muito, mas preciso me mostrar firme para ajudar minha mãe. Ela ficou depressiva e fiquei pior ao passar por essa situação e ver a minha mãe assim. Ela vai sair hoje da clínica e então peguei o carro e fui até lá busca-la.

- Mãe? Você está bem? - digo dando um abraço longo e bem apertado na mesma

- Estou sim, graças a esse tratamento!-ela sorri

Entramos do carro do meu namorado e fomos seguindo para casa do mesmo. Sim, estou namorando o Guilherme. Ele me pediu em namoro um tempo após o ocorrido com o Felipe, ficamos convivendo junto e já tínhamos sentimento, ele demorou um pouco por não ter achado adequado o momento, mas foi perfeito como aconteceu.

- Amor!-ele diz abrindo a porta.-Sogra, como está?-ele pergunta em seguida.

- Oi meu bem!-do um selinho no mesmo.

-Tô indo Gui!-ela do um beijo na testa dele

- Estão com fome?- ele pergunta

- Sim. Estou faminta - digo mexendo na minha barriga

Sentamos todos a mesas e o Guilherme preparou um strogonoff delicioso, fez até um mousse de limão, estava de lamber os lábios.

-Estava tudo uma delícia!-minha mãe diz raspando o copo.

-Quem bom que gostou ,sogra.-ele sorri.- Fiz especialmente para você.

-Obrigada Gui, você é precioso!- a mesma não demorou na sala e entendo que vai demorar para ela socializar depois do ocorrido, se está difícil pra mim como irmã, imagine ela sendo mãe.

- Amor, a minha Anny vem hoje, vai comigo busca-la?

- Claro que sim!-ele diz pegando a chave do carro

Faz tempo que não vejo a Anny, ela ficou esse tempo todo em São Paulo. Descemos no aeroporto e ela estava lá, belíssima com sua mala.

- Amiga!!! - digo correndo ao encontro da mesma

- Anna, amiga, que saudade! - ela diz pulando em meu braço.

-Não te aguento não, sua louca!-digo quase caindo com a mesma e rindo.

- Oi, cunhadinho - ela diz cumprimentando o Guilherme .

- Mãe!!! - ela diz indo abraçar a mãe dela e buscamos no meio do caminho, entramos direito no carro e seguimos a uma sorveteria. Conversamos tanto que nem percebi, quando olhei no relógio já era oito da noite.

-Amiga, temos que ir!-digo e a mesma faz bico.

-Vamos marcar outro dia amiga, minha mãe está sozinha la em casa.-a mesma me abraça, nos despedimos e deixamos ela na sua casa.

Daqui a uma semana é a minha formatura e o Guilherme está me enchendo, querendo que faça uma festa, depois disso tudo, não sei se consigo ou crio ânimo. Pra mim não faz sentido comemorar nada sem meu irmão. Nosso relacionamento por todo esse tempo está incrível, eu amo amar o Gui, ele cuida de mim e me protege de qualquer coisa.

- Amor...você não quer sair pra jantar? - ele pergunta

- Amor...desculpa, eu estou muito cansada!-digo bocejando.

- Tudo bem... deixamos pra próxima .- dei um sorriso e fui até o quarto me deitei e acabei adormecendo.


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Bjocas <3 , Espero que estejam gostando, e gostaria de pedir pra que você pudesse dar um olhadinha no meu livro " Garota de programa " , obrigado pelo atenção :3

E BOA LEITURA

Caso com o policialHistórias para pegar e não largar. Descubra agora